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O Monaco, apesar de enfrentar desafios financeiros que afetaram seus planos na janela de transferências, começou a temporada com um desempenho positivo sob a orientação de Filipe Luís. O técnico brasileiro implementou um estilo de jogo ofensivo, centrado na posse de bola e na intensidade, o que já gerou reconhecimento até entre os concorrentes.
Após garantir uma vaga na fase de grupos da Conference League, a equipe do Principado chegou a ocupar a liderança da Ligue 1 e venceu o PSG em seu próprio estádio, o Parc des Princes. No entanto, uma sequência de três jogos sem vitórias no campeonato fez com que Filipe Luís fosse alvo de críticas pela mídia francesa.
A sequência de empates contra Toulouse e Lille, além da derrota para o Lorient, foi utilizada pelo jornal “L'Équipe” para afirmar, no início da semana, que “o período de lua de mel parece ter chegado ao fim”. Contudo, como Filipe Luís, ex-treinador do Flamengo, já havia alertado sobre a necessidade de cautela quanto às expectativas para a temporada 2026/27, essa pressão parece desproporcional.
Desafios reconhecidos por Filipe Luís, mas ainda com bastante crédito
Lamine Camara, meio-campista do Monaco. (Foto: Frederic Dides / Icon Sport)
Apesar das oscilações na Ligue 1, os monegascos conseguiram vencer seus dois primeiros confrontos na UEFA contra CSKA Sofia e Freiburg. Filipe Luís considera a Conference League como a competição com maiores chances de conquista, dada a dominação do PSG no campeonato nacional e as vitórias na Champions League sob o comando de Luis Enrique.
Filipe Luís reconheceu que o Monaco está enfrentando dificuldades devido à sua impaciência na construção das jogadas ofensivas. O time, mantendo a agressividade para recuperar a posse, tem enfrentado desorganização, com falhas de posicionamento e falta de coordenação coletiva, dificultando os avanços em direção ao gol.
O treinador brasileiro assumiu a responsabilidade pelos desafios táticos, mas ressaltou que esses problemas são exacerbados pela juventude do elenco, que possui uma média de idade de 24 anos, a quarta mais baixa da Ligue 1. Na coletiva realizada na sexta-feira (30), Filipe Luís explicou que a equipe ainda está assimilando sua filosofia, mas que a evolução é visível, mesmo em meio a resultados desfavoráveis.
Jogadores do Monaco lamentam derrota para Lorient (Foto: Federico Pestellini/Icon Sport)
— Aprendemos muito nas últimas partidas. (Contra o Lille) fizemos o suficiente para vencer, mas não foi o bastante porque não marcamos. Dito isso, a sensação foi melhor. A equipe conseguiu chegar à área adversária. Estivemos presentes naquela zona e exploramos constantemente os espaços — afirmou o treinador de 41 anos.
A instabilidade atual não indica que o brasileiro esteja em risco de demissão pelo Monaco, clube com o qual mantém contrato até junho de 2028. Com o apoio do diretor esportivo Thiago Scuro, Filipe Luís foi escolhido para liderar o projeto de reconstrução, que prioriza a utilização da base e evita altos investimentos.
O próximo desafio do brasileiro ocorre no domingo (1), às 13h15 (horário de Brasília), quando ele terá a oportunidade de buscar uma reação diante do Paris FC, atual 6º colocado da liga, em partida a ser realizada no Stade Jean Bouin, correspondente à 9ª rodada. Um resultado positivo contra um rival direto pela vaga no G4, que proporciona acesso à principal competição europeia, poderá ser a resposta à desconfiança que permeia sobre os monegascos.
— O Paris FC é uma equipe muito difícil de enfrentar. Acredito que eles estarão bem posicionados na tabela ao final da temporada. Será uma partida bastante intensa e, na minha visão, muito boa — concluiu.
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