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Sabado, 26 de Setembro de 2026

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Acusações do Manchester City: declarações de Guardiola, Klopp e Mourinho

Nesta sexta-feira (25), o Manchester City entrou em uma nova fase no caso que o envolve há anos. Uma comissão independente decidiu que o clube é culpado em 114 das 115 acusações feitas pela Premier League por supostas violações de suas normas financeiras. O City ainda não confirmou o resultado e afirmou que o processo continua em andamento e…

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Por Estadão Rondônia
Acusações do Manchester City: declarações de Guardiola, Klopp e Mourinho
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Acusações do Manchester City: declarações de Guardiola, Klopp e Mourinho

Nesta sexta-feira (25), o Manchester City entrou em uma nova fase no polêmico caso que o persegue há anos. Uma comissão independente considerou o clube culpado em 114 das 115 acusações feitas pela Premier League por supostas infrações às suas regras financeiras. O City, por sua vez, ainda não confirmou o resultado e declarou que o processo permanece em andamento, prevendo recorrer da decisão.

As possíveis sanções ainda não foram definidas. Esse veredito traz à tona declarações de figuras importantes que moldaram a rivalidade esportiva envolvendo os Citizens nos últimos anos.

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Pep Guardiola se pronunciou sobre as acusações e sua relação de confiança com a diretoria do clube. Jürgen Klopp, por sua vez, abordou a questão a partir de sua perspectiva competitiva em relação ao rival. Já José Mourinho fez aparições mais pontuais, especialmente em provocações referentes aos troféus e à importância de seguir as regras.

As declarações foram feitas antes do atual momento do processo e, portanto, não antecipavam o resultado revelado nesta sexta-feira. Contudo, com o novo cenário, suas palavras passam a ter um novo significado.

Promessa de Guardiola de deixar o City em caso de engano

Guardiola durante sua despedida do Manchester CityGuardiola durante sua despedida do Manchester City (Foto: PA Images / Icon Sport)

A manifestação mais impactante de Pep Guardiola ocorreu em maio de 2022, quando ainda se discutia as acusações relacionadas à Uefa e a investigação que resultou na suspensão do Manchester City por dois anos das competições europeias, punição que foi posteriormente cancelada pelo Tribunal Arbitral do Esporte (CAS).

Nesse contexto, Guardiola justificou por que continuava a defender abertamente a diretoria do clube. Ele comentou que sua posição era fruto da confiança estabelecida ao longo do tempo.

— Quando eles são acusados de algo, eu pergunto: “Me contem sobre isso”. Eles explicam e eu confio neles. Eu declarei: “Se vocês me enganarem, no dia seguinte não estarei aqui. Vou embora e não serei mais amigo de vocês”.

O treinador enfatizou que essa confiança era um pré-requisito para continuar representando o Manchester City: “Eu deposito minha fé em vocês porque acredito 100% desde o primeiro dia”, declarou.

A declaração ganhou notoriedade quando a Premier League apresentou, em fevereiro de 2023, as 115 acusações contra o clube, que englobam diversas supostas infrações, incluindo aspectos financeiros, pagamentos a atletas e técnicos, regras de sustentabilidade e a cooperação com a investigação. O City sempre negou tais alegações.

Após a formalização do processo pela Premier League, Guardiola manteve sua linha de defesa. Em novembro de 2023, ao ser questionado sobre seu futuro caso o clube fosse considerado culpado, solicitou que as pessoas aguardassem o julgamento e afirmou que não condicionaria sua permanência à divisão em que a equipe estivesse.

— Não vou levar em conta meu futuro (se) depender de estar aqui (Premier League) ou na League One. É mais provável que eu permaneça se estivermos na League One do que se estivermos na Champions League.

Guardiola deixou o comando do City em maio deste ano, ao término da temporada europeia, após completar uma década no clube. O técnico espanhol exerceu uma cláusula para encerrar seu contrato um ano antes do prazo final previsto (que ia até 2027). Seu último jogo à frente da equipe foi contra o Aston Villa, seguido de um desfile comemorativo com os torcedores.

Klopp e a rivalidade com o Liverpool

Klopp abraça GuardiolaKlopp abraça Guardiola (Martin Rickett / PA Images / Icon Sport)

Jürgen Klopp abordou o Manchester City sob uma ótica diferente. Ao longo de sua rivalidade com Guardiola, o técnico alemão frequentemente discutiu o desequilíbrio financeiro que existe entre os clubes da Premier League e do futebol europeu em geral.

— Nós investimos dinheiro neste elenco. Agora parece que não estamos fazendo isso. Mas não estamos em um mundo da fantasia onde se consegue o que quer. Não é possível fazer isso de maneira constante. Parece que há quatro clubes no mundo que podem fazer isso repetidamente: Real Madrid, Barcelona, City e PSG — comentou o ex-treinador do Liverpool na pré-temporada de 2019.

Em julho de 2020, após o CAS revogar a punição da Uefa que havia suspendido o City por dois anos da Champions League, Klopp descreveu a decisão como “um dia ruim para o futebol”. Essa declaração surgiu em um contexto distinto do processo atual da Premier League, mas refletiu sua inquietação em relação à aplicação das regras financeiras no futebol europeu.

despedida do Liverpool, o apresentador John Bishop lembrou que uma decisão sobre o caso poderia fazer com que o alemão deixasse de ter um título inglês e passasse a ter três, caso os campeonatos perdidos para o City por um ponto fossem redistribuídos.

Klopp rapidamente transformou a possibilidade em uma brincadeira: “Se vocês organizarem um desfile de ônibus, eu estarei dentro! Não importa quanto tempo demore”.

Essa declaração tinha um motivo esportivo muito específico. O Liverpool de Klopp terminou a Premier League com 97 pontos em 2018/19 e 92 em 2021/22, ficando a um ponto atrás do Manchester City em ambas as ocasiões. Assim, qualquer alteração na classificação teria repercussões diretas sobre a trajetória dos Reds nesse período.

Mourinho com provocações esporádicas

José Mourinho nos tempos de Manchester United José Mourinho nos tempos de Manchester United (Foto: Nick Potts / PA Images / Icon Sport)

José Mourinho participou menos frequentemente do debate, mas algumas de suas declarações ganharam destaque devido à relação com os títulos da Premier League. Em 2020, após a revogação da suspensão europeia pelo CAS, o português questionou a decisão, embora tenha enfatizado que a punição deveria estar vinculada à comprovação de uma infração.

— Se o Manchester City não é culpado, não deveria pagar nem uma libra. Se é culpado, deveria ser banido — disse Mourinho na ocasião.

A conversa voltou a incluir Mourinho em outubro de 2024. Na época, o português estava no Fenerbahçe e comentou sobre a possibilidade de que o Manchester United recebesse o título de 2017/18, caso o City perdesse a conquista como consequência do processo. Em sua fala, Mourinho lembrou que os Red Devils haviam terminado em segundo lugar naquela temporada.

— Ganhamos a Liga Europa e terminamos em segundo lugar na Premier League (com o Manchester United). Penso que ainda temos uma chance de ganhar essa liga (de 2017/18). Talvez castiguem o Manchester City com pontos e nós sejamos campeões. (Nesse caso, o United). Precisam me pagar o bônus e me dar a medalha (de campeão).

Pouco mais de um mês depois, Mourinho voltou a tocar no assunto, dessa vez provocando diretamente Guardiola. O espanhol havia mencionado ter seis títulos da Premier League, enquanto Mourinho conquistou três. O português replicou, enfatizando a diferença entre seus troféus e a situação do City.

— Quero vencer, mas quero vencer de maneira limpa e justa. Se não puder vencer de forma limpa, prefiro perder. Ele conquistou seis títulos e eu três, mas ganhei de forma justa e limpa. Não quero vencer lidando com 150 processos.

Essa declaração provocou mais uma troca pública entre os dois treinadores, sendo que Guardiola reiterou que a comparação sobre os títulos era uma brincadeira e reafirmou que o Manchester City deveria ser considerado inocente até a conclusão do processo.

Agora, o quadro se alterou. A comissão independente considerou o City culpado em 114 das 115 acusações. Resta aguardar como o clube irá recorrer da decisão.

 

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