Os líderes do G7, grupo das sete nações mais ricas do mundo, se reúnem nesta segunda-feira (15) na cidade de Évian-les-Bains, na França, em meio a um cenário de tensões diplomáticas e distanciamento entre o presidente Donald Trump e seus aliados europeus.
Para o analista Lourival Sant’Anna, no CNN Prime Time, o histórico de Trump nas cúpulas do grupo impõe uma meta bastante modesta para os demais governantes: evitar constrangimentos.
Segundo Sant’Anna, as reuniões do G7 das quais Trump participa são historicamente tensas. O analista lembrou de uma foto amplamente divulgada em que vários líderes olhavam para Trump de forma contrariada, enquanto ele também demonstrava frustração. “Historicamente, as reuniões das quais o Trump participa no G7 são tensas”, afirmou o analista.
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Há exatamente um ano, Trump deixou a cúpula antecipadamente, um dia antes do encerramento, alegando preocupação com as tensões entre Israel e o Irã. Em seguida, vieram bombardeios israelenses contra o Irã, nos quais os Estados Unidos acabaram se envolvendo para atacar instalações nucleares. “A partir dessa experiência, a barra é muito baixa”, avaliou Sant’Anna.
Diante desse contexto, Sant’Anna explicou que o objetivo central dos governantes presentes é evitar que Trump deixe a cúpula antes do término ou que passe a atacar os demais líderes, seja durante o evento, seja nas redes sociais.
“É isso que os governantes tentam evitar, não é trazer um grande acordo, um grande comunicado conjunto. Isso ninguém espera que vá acontecer”, disse o analista.
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Apesar do clima de tensão, o analista identificou um possível incentivo para uma relação mais colaborativa nesta edição da cúpula. Trump havia insistido para que as demais potências o ajudassem a enfrentar o Irã, mas os aliados recusaram, argumentando que os Estados Unidos não foram atacados e, portanto, o Artigo 5º da OTAN não se aplicaria. A recusa teria deixado Trump “extremamente irritado”.
Agora, com um acordo alcançado com o Irã, os Estados Unidos precisam de ajuda para a desminagem do Estreito de Ormuz — e dispõem de apenas quatro navios caça-minas.
Em contraste, a França conta com 17 embarcações do tipo, sendo a maior potência nessa frota, enquanto o Reino Unido possui cerca de oito. Esses países já sinalizaram disposição para colaborar após o encerramento do conflito, seja escoltando cargueiros no Estreito de Ormuz, seja realizando a desminagem.
“Esse, sem dúvida, é o grande tema dessa cúpula do G7”, concluiu Sant’Anna, destacando que a reabertura do estreito para o fluxo de navios e cargueiros é a principal expectativa do momento.
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