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O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do PIB, registrou alta de 0,30% em agosto, superando a expectativa do mercado, que era de 0,14%. O resultado representa uma recuperação após a queda registrada no mês anterior e foi detalhado pela analista de economia Débora Oliveira.
Durante o Live CNN desta sexta-feira (16), Débora destacou que o dado positivo de agosto veio mesmo diante de um desempenho negativo na área agropecuária. O setor registrou queda de quase 2% na variação mensal, resultado influenciado por fatores sazonais relacionados às safras, o que já era esperado pelo mercado.
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Os principais responsáveis pelo resultado positivo foram a indústria e o setor de serviços. A indústria registrou alta de 0,9% na variação mensal de agosto, de acordo com o IBC-Br, enquanto o setor de serviços avançou 0,2% no mesmo período.
Esses dois segmentos foram suficientes para compensar o recuo da agropecuária e sustentar o indicador no campo positivo.
“Isso significa que a gente vai ter um ‘pibão’ agora? Não dá para a gente replicar esse IBC-Br no PIB porque são metodologias diferentes do que o IBGE apura e pontua”, observou a analista.
Correção de julho e perspectiva trimestral
Débora destacou um ponto relevante para a interpretação do dado: a queda do IBC-Br em julho foi revisada para cima, passando de 0,2% para 0,31%. “Essa alta que a gente tem agora é basicamente um equilíbrio”, afirmou a analista.
Ao considerar o trimestre encerrado em agosto, o IBC-Br ainda acumula resultado negativo, o que, segundo a analista, confirma a tendência de desaceleração da atividade econômica brasileira.
“A gente ter esse mês de agosto positivo não significa dizer ainda que a gente reverteu para uma tendência de alta e que isso possa mudar alguma coisa em trajetória de juros”, explicou.
A analista acrescentou que economistas, analistas e instituições financeiras, de forma geral, seguem esperando uma atividade econômica menor do que a registrada no ano anterior, e que será necessário aguardar os dados de setembro para uma avaliação mais conclusiva sobre o trimestre.