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Terça-feira, 08 de Setembro de 2026

Justiça

André Mendonça determina afastamento do diretor-geral da PF e menciona ‘1984’ em críticas a relatórios de inteligência

Ministro do STF ordenou o afastamento de Andrei Rodrigues e do diretor de Inteligência da PF, além de suspender documentos que analisam a atuação de membros da Corte.

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
André Mendonça determina afastamento do diretor-geral da PF e menciona ‘1984’ em críticas a relatórios de inteligência
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Nesta terça-feira (8), o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, foi determinado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Essa decisão também abrange o diretor de Inteligência Policial da PF, Leandro Almada da Costa.

Mendonça fez referência à obra “1984”, escrita por George Orwell, em seu despacho, ao comparar a situação dos relatórios de inteligência da PF ao ambiente de vigilância descrito no livro. O ministro alegou que os documentos analisaram sua atuação no Supremo e contiveram dados sobre outras autoridades, caracterizando isso como uma circunstância de extrema gravidade.

Além disso, Mendonça determinou que seja suspensa a produção ou o compartilhamento de relatórios de inteligência que visam analisar a atuação de ministros do STF. Para ele, houve práticas irregulares de monitoramento e coleta direcionada de informações tanto a seu respeito quanto ao advogado-geral da União, Jorge Messias.

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A decisão surge em um contexto de crescente tensão entre André Mendonça e Alexandre de Moraes. Relator do caso do Banco Master, Mendonça havia retirado, em 1º de setembro, o sigilo de investigações que indicavam uma proximidade entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Poucos dias depois, Moraes solicitou a abertura de uma investigação contra Mendonça baseado em um documento da PF que levantava questionamentos sobre a atuação do ministro no caso Master.

Justificando os afastamentos, Mendonça declarou que os relatórios apresentavam fragilidades técnicas e ultrapassavam as atribuições legítimas da atividade de inteligência. O ministro também mencionou decisões anteriores de Flávio Dino e do próprio Alexandre de Moraes como fundamentos para as medidas tomadas contra a liderança da Polícia Federal.

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