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A Comissão em Defesa dos Direitos da Mulher deu sinal verde ao Projeto de Lei 3976/25, de autoria da deputada Talíria Petrone (Psol-RJ), que estabelece o Programa Nacional de Apoio ao Aleitamento Humano em Emergências (Prame). Sua finalidade é assegurar suporte técnico e humanitário para lactantes e bebês durante crises. O projeto está sob análise na Câmara dos Deputados.
O programa abrange quatro eixos principais de atuação:
- apoio técnico e humanitário a lactantes e crianças em emergências;
- criação de espaços seguros e privados para amamentação em abrigos e áreas de acolhimento;
- fornecimento prioritário de água potável para pessoas lactantes; e
- prevenção da distribuição indiscriminada de fórmulas infantis, mamadeiras e outros utensílios.
Resposta rápida O projeto prevê a formação de equipes interdisciplinares no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) e do Sistema Único de Assistência Social (Suas), compostas por profissionais de enfermagem, medicina, nutrição e assistência social. A proposta prioriza especialistas em consultoria de amamentação, doulas e membros da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano.
As equipes terão uma ampla gama de atribuições. Entre elas:
- atuar diretamente em abrigos, postos de triagem e unidades de acolhimento temporário;
- mapear e acompanhar lactantes e bebês em situação de vulnerabilidade; e
- elaborar protocolos de apoio à lactação em articulação com serviços locais.
Além disso, o texto estipula que as equipes atuem de maneira contínua com ações preventivas, formativas e de vigilância nutricional, não apenas em resposta a desastres.
Essas equipes serão mobilizadas após a decretação de estado de emergência ou calamidade pública, com coordenação do gestor local do SUS em colaboração com a Defesa Civil.
O projeto também permite que o Executivo estabeleça parcerias com universidades, organizações da sociedade civil, bancos de leite humano, conselhos profissionais e movimentos de mulheres para capacitação e operação das equipes.
A relatora, deputada Maria Arraes (PSB-PE), apresentou um parecer favorável ao projeto.
“Em situações de calamidade, as recomendações e ações propostas pelo projeto são extremamente relevantes, proporcionando um amparo seguro para que as mães desenvolvam, por meio da amamentação regular, vínculos fortalecidos com seus filhos”, afirmou.
Próximos passos O projeto ainda será submetido à análise das comissões de Saúde; de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Com a urgência aprovada, existe a possibilidade de ser analisado diretamente pelo Plenário. Para se tornar lei, o projeto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.
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