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Sexta-feira, 17 de Julho de 2026

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Arko: Governo reconhece tarifaço como problema, mas não como estrutural

Ao WW, Thiago de Aragão, CEO da Arko Internacional, avalia que postura do Brasil prejudica negociações e que a situação tende a piorar antes de melhorar

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Arko: Governo reconhece tarifaço como problema, mas não como estrutural
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A tensão nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos segue em escalada, e a postura do governo brasileiro diante do tarifaço imposto por Washington é apontada como um dos principais obstáculos para avanços nas negociações. Para Thiago de Aragão, CEO da Arko Internacional, ao WW, o governo brasileiro reconhece as tarifas americanas como um problema, mas não as trata como uma questão estrutural — avaliação que, segundo ele, compromete as tratativas no plano institucional.

De acordo com Aragão, a situação tende a piorar antes de melhorar. “Não tem abertura para uma nova negociação nesse momento”, afirmou. Ele explicou que, do lado americano, qualquer nova rodada de negociação exigiria concessões muito significativas do Brasil em troca de uma redução de apenas cerca de10 pontos percentuais nas tarifas.

Negociações caso a caso

Aragão destacou que a estratégia de tentar negociar em bloco — seja por meio de uma associação inteira ou de um grupo de empresas — não deve funcionar. “Isso não vai funcionar. Não é assim que o governo americano está disposto a fazer, pelo menos pelos próximos meses, pelo menos até o final do ano”, disse.

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Na avaliação dele, a melhor alternativa disponível é a negociação caso a caso, com cada empresa construindo sua própria narrativa para justificar uma eventual isenção tarifária.

O analista também ponderou que o governo brasileiro faz uma conta que minimiza o impacto das tarifas: os Estados Unidos respondem por cerca de 10% das exportações globais brasileiras, e quase 60% dessas exportações já são isentas de tarifas.

“No final das contas, 4% é tarifado”, observou. Essa percepção, segundo ele, leva o governo a encarar o problema como algo gerenciável, e não como uma crise estrutural — ao contrário do que ocorre, por exemplo, com o México.

Aragão alertou que o cenário pode se agravar nos momentos em que Trump voltar a atenção para o Brasil. “Quando ele lembrar, vai ser para tomar uma decisão ativa, que dificilmente vai ser positiva se o governo brasileiro não tentar ativamente buscar algo positivo”, avaliou.

Segundo ele, nos intervalos, a agenda americana se volta para outros temas, como Irã ou questões internas, mas o retorno da atenção tende a vir acompanhado de medidas concretas.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
FONTE/CRÉDITOS: afonsobenites
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