Estadão Rondônia - Sua fonte de notícias na cidade de ...

Quarta-feira, 16 de Setembro de 2026

Geral

Barcelona reforça que é o melhor e mais divertido time da Europa, mas também o mais imprevisível

O Barcelona goleou o Racing Santander por 7 a 2 nesta quarta-feira (16), manteve os 100% de aproveitamento na temporada e fez mais do que empilhar outra vitória. No Camp Nou, a equipe de Hansi Flick confirmou uma impressão que vem ganhando força a cada rodada: hoje, poucos times na Europa conseguem reunir tanto repertório …

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Barcelona reforça que é o melhor e mais divertido time da Europa, mas também o mais imprevisível
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
Barcelona reforça que é o melhor e mais divertido time da Europa, mas também o mais imprevisível

O Barcelona goleou o Racing Santander por 7 a 2 nesta quarta-feira (16), manteve os 100% de aproveitamento na temporada e fez mais do que empilhar outra vitória. No Camp Nou, a equipe de Hansi Flick confirmou uma impressão que vem ganhando força a cada rodada: hoje, poucos times na Europa conseguem reunir tanto repertório ofensivo e tamanha facilidade para transformar diferentes tipos de situação em oportunidade de gol.

O resultado também fez o Barça quebrar um novo recorde pessoal. Com sete vitórias em sete jogos na temporada, somando LaLiga e Champions League, o clube catalão estabeleceu sua melhor largada de todos os tempos. Até então, os elencos de 1929/30, 1960/61 e 2018/19 dividiam o recorde, todos com seis triunfos consecutivos.

O número é significativo, mas talvez não seja o dado que melhor explique por que este Barcelona impressiona tanto. O que realmente chama atenção é a maneira como essas vitórias estão sendo construídas.

Publicidade

Leia Também:

Sim, o Barcelona é o melhor time da Europa no momento

Mais do que os recordes, o Barcelona encanta pelo repertório. Contra o Racing, novamente foi possível enxergar um time preparado para diferentes desenhos de jogo. Quando o adversário sobe a marcação, os comandados de Hansi Flick encontram maneiras de escapar da pressão e, muitas vezes, transformam a própria tentativa de sufocar a saída em uma armadilha para quem está do outro lado. O Barça atrai, supera a primeira linha e acelera quando encontra campo para atacar.

Quando a equipe rival prefere um bloco médio, a história muda, mas o problema permanece. O time catalão consegue encontrar espaços entre as linhas, desmontar estruturas defensivas com aproximações e tabelas curtas e criar superioridade perto da área.

Se o adversário recua ainda mais, surgem outras soluções: dribles, combinações rápidas, movimentações constantes e jogadores capazes de receber entre os defensores e produzir algo diferente. Não existe uma única rota para chegar ao gol.

Esse é talvez o maior mérito do time de Flick. A equipe não depende exclusivamente de uma jogada ensaiada, de um jogador inspirado ou de um tipo específico de adversário. Pode acelerar por dentro, atacar pelos lados, explorar as costas da defesa ou simplesmente resolver de fora da área. Os dois gols de João Cancelo contra o Racing, em finalizações de longa distância, são exemplos claros disso.

E há ainda a velocidade com que o time transforma recuperação de bola em ataque. O Barcelona é capaz de pressionar, recuperar e chegar ao último terço em poucos segundos. Se encontra a defesa adversária desorganizada, não precisa de muitos passes para machucar. As transições são outra arma importante de uma equipe que consegue gerar chances com uma frequência impressionante.

No centro desse momento está Raphinha. Atuando como falso 9, o brasileiro ganhou liberdade para sair da referência, participar da construção, aparecer pelos lados e, principalmente, atacar a área quando a jogada pede. A nova função potencializa características que já faziam parte do seu jogo e acrescenta outras responsabilidades. Ele flutua, cria, acelera, encontra as costas da defesa e também aparece para finalizar.

Neste início de temporada, é o jogador que mais simboliza a força ofensiva do Barcelona: são 11 gols e três assistências em sete partidas, números que ajudam a dimensionar um começo simplesmente avassalador. Só diante do Racing, foram três bolas na rede.

Raphinha e João Cancelo após gol do BarcelonaRaphinha e João Cancelo após gol do Barcelona (Foto: Sergio Ruiz / Pressinphoto / IMAGO)

No que o Barcelona precisa melhorar?

É justamente aqui que aparece a contradição que torna o Barcelona de Hansi Flick tão fascinante. Sim, é o melhor e mais divertido time da Europa neste momento. Mas também é um dos mais imprevisíveis. O mesmo modelo que permite sufocar adversários durante longos períodos também abre espaços que podem ser explorados quando a pressão não funciona.

As linhas muito altas fazem parte da identidade da equipe. O Barça quer defender longe do próprio gol, encurtar o campo e recuperar a bola rapidamente. O problema é que, quando a primeira pressão é quebrada, existe muito espaço para o adversário atacar nas costas da defesa.

E não é necessário que o rival domine a partida para aproveitar isso. Algumas chegadas bem executadas podem ser suficientes para colocar os catalães em dificuldade. O primeiro gol do Racing nasceu justamente desse tipo de situação.

O ponto de atenção, portanto, não é abandonar a identidade que transformou o Barcelona neste time tão dominante. É controlar melhor os momentos em que a partida escapa das suas mãos. A equipe pode comandar a maior parte do jogo, criar muito mais oportunidades e ainda assim conceder ao adversário uma janela perigosa de poucos minutos. Contra equipes de maior nível, esse intervalo pode custar caro.

FONTE/CRÉDITOS: Guilherme Calvano
Comentários:

Crie sua conta e confira as vantagens do Portal

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!