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Quinta-feira, 16 de Abril de 2026

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Brasil é melhor posicional em porto seguro da América Latina, diz JPMorgan

Banco de investimento chama atenção para momento "extraordinário" do mercado doméstico em meio ao movimento global de reversão ao risco

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Brasil é melhor posicional em porto seguro da América Latina, diz JPMorgan
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O Brasil é o país melhor posicionado no “porto seguro” da América Latina em meio ao atual momento de aversão global ao risco, com um destaque “extraordinário” como destino de fluxo de investidores estrangeiros, afirmou o JPMorgan, em relatório publicado nesta terça-feira (24).

O banco de investimentos destacou que, nos 14 dias de março com dados disponíveis, o Brasil registrou apenas três dias com saída de recursos – o melhor resultado desde 2022.

“Os fluxos para o Brasil atingiram quase US$ 7 bilhões até 19 de março, dando continuidade a uma forte tendência que já trouxe R$ 48,5 bilhões ao país no ano, ou aproximadamente US$ 9,2 bilhões”, aponta o documento assinado pela co-chefe de Estratégia de Ações de Mercados Emergentes, Emy Shayo Cherman, e a chefe de Estratégia para América Latina e Brasil, Cinthya Mizuguchi.

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Esses fluxos permitiram que o Brasil estivesse entre os mercados com melhor desempenho, tanto no acumulado do ano quanto no mês, informou o relatório.

O JPMorgan destacou que o desempenho do mercado brasileiro ocorre a despeito de um movimento global de dólar fortalecido, reprecificação das curvas de juros e fluxo negativo para praças emergentes – com US$ 8 bilhões em resgates desde o início confronto, há quase um mês.

Apesar do momento positivo, a equipe do banco ressaltou que, com uma piora do conflito no Oriente Médio e se a saída de capital estrangeiro se manter nas próximas semanas, “será difícil para a América Latina manter uma tendência forte”.

“A questão fundamental é se, uma vez estabilizadas as condições, os fluxos de entrada em mercados emergentes voltarão à tendência observada em janeiro e fevereiro”.

Como fatores locais, o JPMorgan destacou alguns gatilhos, como o recente corte dos juros em 0,25 ponto, trazendo a Selic para 14,75% ao ano, e a proximidade das eleições, que deve começar a impactar os mercados, apesar das incertezas desse efeito.

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FONTE/CRÉDITOS: gabrielbosa
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