O MLBR (Microlançador Brasileiro) avançou em uma das etapas consideradas mais importantes do projeto do foguete nacional que está sendo desenvolvido para lançar satélites na órbita da Terra.
Segundo os responsáveis pelo programa, foram concluídos os preparativos para os primeiros carregamentos dos motores que irão equipar o veículo espacial. Entre os principais avanços estão a formulação do propelente inerte utilizado nos testes iniciais e a conclusão dos envelopes dos propulsores N-04 e N-09, que irão equipar o segundo e o terceiro estágios do foguete.
A utilização de propelente inerte é considerada estratégica porque permite validar procedimentos operacionais, requisitos de qualidade e protocolos de segurança antes do uso do propelente ativo nas próximas fases do projeto.
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As equipes também avançam agora na fabricação e nos testes de equipamentos necessários para as operações de carregamento dos motores, incluindo o mandril central responsável pela geometria interna do grão propelente.
Os três motores do MLBR já tiveram suas estruturas qualificadas. O modelo N-90, que será utilizado no primeiro estágio do foguete, utiliza cerca de nove toneladas de propelente. Já o N-09 emprega aproximadamente uma tonelada, enquanto o N-04 utiliza cerca de 400 quilos.
Segundo os responsáveis pelo projeto, os carregamentos inertes representam mais um passo importante para o amadurecimento tecnológico do programa espacial brasileiro.
“O avanço dos preparativos reforça a evolução contínua do MLBR em direção ao objetivo de contribuir para a ampliação da capacidade brasileira de acesso independente ao espaço”, afirmou Ralph Correa, gerente do programa e engenheiro da Cenic Engenharia.
O MLBR pretende ser o primeiro veículo do País capaz de colocar pequenos satélites em órbita terrestre a partir do território nacional.
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Teste de motor
No final de maio, a startup espacial BIZU Space realizou com sucesso o teste do primeiro modelo de voo do motor-foguete líquido ARION, considerado um avanço importante para a propulsão espacial brasileira.
O ensaio fez parte da missão “Deitado em Berço Esplêndido” (DeBE), campanha voltada à validação horizontal da versão ablativa do motor.O motor foi desenvolvido e fabricado integralmente pela própria empresa e utiliza peróxido de hidrogênio como oxidante e querosene de aviação como combustível.
Veja vídeo:
O teste ocorreu no banco de ensaios T8, infraestrutura própria da empresa localizada no campus da Universidade do Vale do Paraíba, em São José dos Campos (SP).
A campanha teve como objetivo validar tecnologias consideradas críticas para o programa espacial brasileiro, incluindo sistemas de tanques, válvulas, controle e integração do conjunto propulsivo.
O projeto é patrocinado pela FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos), vinculado ao MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação), em parceria com a AEB (Agência Espacial Brasileira). Ao custo de R$ 189 milhões, o foguete MLBR deve ser lançado ao espaço ainda em 2026. Outras empresas fazem parte do concepção do foguete: Concert, Etsys, Delsis e Plasmahub.
• Kleberth Nina
Tentativa brasileira
O projeto pode alcançar uma meta antes distante ainda em 2026: pela primeira vez, lançar um foguete orbital de um centro de lançamento nacional. Além disso, com um equipamento brasileiro.
“O veículo terá doze toneladas na rampa [de lançamento] para conseguir, levar em órbita, uma carga com apenas 40 quilos. Com esses pequenos satélites dá para fazer um monte de coisa hoje em dia. Isso é um mercado bilionário. O Brasil é privilegiado em termos de lançamento, com uma base geográfica magnifica”, diz Ralph Corrêa, diretor da Cenic Engenharia, em entrevista à CNN Brasil.
O projeto é patrocinado pela FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos), vinculado ao MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação), em parceria com a AEB (Agência Espacial Brasileira). Ao custo de R$ 189 milhões, o foguete MLBR deve ser lançado ao espaço ainda em 2026. Outras empresas fazem parte do concepção do foguete: Concert, Etsys, Delsis e Plasmahub.
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