O candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, chamou de “estupidez” a política de reciprocidade adotada pelo Brasil em resposta ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos.
Durante a participação em um evento de um banco privado em São Paulo, nesta segunda-feira (17), Caiado defendeu que o governo brasileiro priorize o diálogo com a administração do presidente Donald Trump.
“Essa reciprocidade é estupidez. Por que reciprocidade nesse momento? O maior investidor no Brasil são os Estados Unidos. Vamos para o diálogo, para o debate, vamos sentar à mesa”, afirmou.
Leia Mais
-
Renan Santos chama políticos do Centrão de "viciados em emendas"
-
Zema chama governo de "pró-bilionário" e detalha plano para cortar juros
-
TSE terá "sala de situação" com big techs nos dias das eleições em 2026
Caiado criticou a postura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas negociações com os Estados Unidos e disse que a Presidência da República não pode transformar a relação com outro país em uma disputa política.
“A liturgia do presidente da República não pode ser de bate-boca de esquina. O presidente fala por 215 milhões de brasileiros. Isso virou briga de boteco. A presidência não pode ser porta-voz de partido político do presidente”, declarou.
Ronaldo Caiado também acusou Lula de manter o confronto com os Estados Unidos para desviar a atenção dos problemas econômicos enfrentados pela população. “Por que que ele quer a briga? Porque ele quer desviar a atenção do eleitor e está querendo iludir a população”, disse.
O candidato afirmou que o governo deveria concentrar esforços em questões como endividamento, juros, violência e falta de investimentos.
Caiado também criticou a política fiscal do governo Lula e disse que o endividamento das famílias é um dos problemas centrais da economia brasileira. Segundo ele, medidas como o programa Desenrola não atacam a causa do problema.
Atuação de Eduardo Bolsonaro
Questionado sobre a atuação de integrantes da família Bolsonaro e do blogueiro Paulo Figueiredo nas discussões sobre as tarifas americanas, Caiado afirmou que um eventual presidente brasileiro não poderia ser subordinado à influência de aliados ou interlocutores no exterior.
“Pelo amor de Deus, se um presidente da República for menor do que essas pessoas aí, você me desculpa, mas aí é demais”, afirmou.
Segundo Caiado, um presidente eleito deveria ter condições de negociar diretamente com o governo americano.
“Se você preside um país, tem uma chancelaria, tem as riquezas naturais que o país tem, você tem o potencial de um Brasil. Agora vão ter três, quatro pessoas nos Estados Unidos que vão ser mais importantes do que você na Presidência da República?”, questionou.
Para o candidato, o Brasil deve buscar uma relação de parceria com os Estados Unidos e ampliar mercados para produtos e empresas brasileiras. “Eu acredito na força do cargo da Presidência da República. O presidente da República tem como sentar à mesa hoje com os americanos e mostrar que nós somos parceiros”, afirmou.
Comentários: