Adicione nosso site às suas fontes preferidas para acompanhar nossas notícias. 📰
A eleição para a presidência da Fifa está agendada para março do próximo ano e já é possível notar movimentações nos bastidores. Gianni Infantino, que ocupa a presidência atualmente, busca conquistar seu quarto e último mandato. Ele enfrenta uma pressão considerável devido à polêmica a respeito da venda dos direitos comerciais da Copa do Mundo, e provavelmente terá como concorrentes dois novos nomes.
O japonês Kozo Tashima, ex-presidente da Federação Japonesa de Futebol (JFA), anunciou recentemente sua intenção de se candidatar ao cargo. Ele ocupou a presidência da JFA de 2016 a 2024.
Com uma trajetória também no conselho técnico da Fifa desde 2015 e como jogador de futebol na década de 80, Tashima afirmou que conta com o apoio da JFA e que sua vivência na federação local será um diferencial em sua candidatura.
Kozo Tashima, ex-presidente da Federação Japonesa de Futebol (JFA) (Foto: IMAGO / AFLOSPORT)
Antes de Tashima, Ramon Vega, ex-zagueiro que passou por Tottenham, Watford e Celtic, também declarou sua intenção de concorrer à presidência da Fifa no mês passado, prometendo fortalecer a governança. Desde sua aposentadoria em 2004, Vega atuou em finanças e gestão de ativos. Ele tentou se candidatar em 2019, mas não obteve o apoio necessário das federações.
Para que um candidato seja oficialmente reconhecido na disputa pela liderança da Fifa, é imprescindível que tenha o apoio de cinco federações, algo que tanto Vega quanto Tashima ainda precisam garantir. O prazo para formalização das candidaturas vai até 18 de novembro.
Infantino Favorito Após Polêmicas
Durante o meio deste ano, Gianni Infantino estava em negociações discretas para vender 20% dos direitos comerciais das competições da Fifa, incluindo as Copas do Mundo masculina e feminina, a investidores privados. Um dos potenciais interessados era Jared Kushner, genro de Donald Trump e com laços estreitos com o presidente da Fifa, que lhe concedeu um prêmio da paz no ano passado.
Entretanto, o plano foi exposto pelo jornal “The Times”, resultando em uma reação imediata negativa de quase todas as confederações continentais. A Uefa (Europa), Concacaf (América do Norte e Central) e AFC (Ásia), além de diversos conselheiros e executivos da própria Fifa, repudiaram a proposta e obrigaram Infantino a recuar.
A Uefa foi a organização que mais pressionou o executivo ítalo-suíço, exigindo sua renúncia ou destituição e ameaçando um boicote às competições da Fifa, embora essa ideia tenha sido posteriormente abandonada.
Infantino já conquistou o respaldo da CAF (África) e da Conmebol (América do Sul), e seus planos não foram afetados por um novo escândalo, onde o jornal francês “Le Monde” revelou que a Fifa pagará US$ 4 milhões em impostos pessoais de seu presidente para os anos de 2024, 2025 e 2026.
O atual presidente é considerado o favorito para conseguir a extensão de seu mandato até 2031. Ele ocupa o cargo desde 2016, foi reeleito em 2019 e 2023. De acordo com as regras, ele não poderia correr para um quarto mandato, mas sua primeira eleição não foi considerada válida, já que ocorreu após a renúncia de Joseph Blatter.
![]()
Processo de Eleição para a Presidência da Fifa
A Fifa conta com 211 associações nacionais filiadas, sendo 55 da Uefa, 54 da CAF, 46 da AFC, 35 da Concacaf, 11 da OFC (Oceania) e 10 da Conmebol. Cada associação tem direito a um voto, que é mantido em segredo.
Se houver um único candidato contra Infantino, quem obtiver mais de 50% dos votos é eleito. Caso haja três ou mais candidatos (como Tashima e Vega), será necessário alcançar dois terços dos votos no primeiro turno. Se tal porcentagem não for atingida, o candidato com o menor número de votos será eliminado até que restem apenas dois concorrentes, e o vencedor será determinado pela maioria simples.
A eleição está marcada para 18 de março de 2027, durante o 77º Congresso da Fifa, que ocorrerá em Rabat, a capital do Marrocos.
Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se