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Segunda-feira, 13 de Julho de 2026

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Caso Eloá: Justiça nega pedido de redução de pena para Lindemberg Alves

Defesa solicitou redução de 80 dias da pena do condenado por desempenho no Enem 2025; Lindemberg está preso pelo assassinato de Eloá Pimentel em 2008

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Caso Eloá: Justiça nega pedido de redução de pena para Lindemberg Alves
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O TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo) negou, na última quarta-feira (8), um pedido de redução da pena de Lindemberg Alves, preso pelo asssassinato de Eloá Pimentel em 2008.

A defesa fundamentou a solicitação com base na participação e nos resultados obtidos pelo acusado no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) de 2025.

De acordo com a decisão, obtida pela CNN Brasil, Lindemberg não atingiu os critérios de aprovação exigidos pelo exame, conforme estabelecido pela legislação vigente.

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Veja o que diz a lei para a remição da pena nesses casos:

  • Portaria INEP nº 179/2014: Para que o Enem seja válido para remição, deve-se somar pelo menos 450 pontos em cada uma das áreas de conhecimento e no mínimo 500 pontos na redação.
  • Resolução nº 391/21 do CNJ: Essa norma define que a remição depende da aprovação do reeducando nos exames, além de uma pontuação mínima em cada prova.

No entanto, segundo a Justiça, Lindemberg não atingiu a pontuação minima em uma das áreas de conhecimento e, por isso, a juíza Sueli Zeraik de Oliveira Armani considerou inviável a concessão do benefício. O Ministério Público, por sua vez, também se mostrou contra o pedido de remição elaborado pela defesa.

O acusado permanece preso em regime semiaberto na Penitenciária II de Tremembé, no interior de São Paulo. Ele cumpre uma pena de 39 anos e três meses.

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Relembre o caso de Eloá Pimentel

Eloá Cristina Pimentel, de 15 anos à época, foi sequestrada e morta pelo ex-namorado Lindemberg Fernandes Alves, de 22, em outubro de 2008, na região de Santo André, em São Paulo.

O caso, transmitido em tempo real por diversos canais de televisão, teve 100 horas de negociações com a polícia, acompanhadas por depoimentos de vizinhos, especulações sobre as motivações do crime, tensão pelo desfecho e até entrevista com o próprio sequestrador.

Na época do crime, Lindemberg invadiu o apartamento da ex-namorada, que realizava trabalhos escolares com colegas. Inicialmente, dois reféns foram liberados, restando no apartamento Eloá e Nayara, amiga da vítima e uma das sobreviventes do caso.

Eloá foi mantida em cárcere com o criminoso por quatro dias. No último dia, agentes realizaram uma operação para invadir o apartamento. Após a invasão da polícia, Lindemberg fez três disparos: um deles atingiu o rosto de Nayara e outros dois atingiram a cabeça e a virilha de Eloá.

FONTE/CRÉDITOS: Bruna Lopes
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