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Quinta-feira, 02 de Julho de 2026

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Caso Gisele: interrogatório de tenente-coronel é aditado para agosto

Defesa de Geraldo Leite Rosa Neto solicitou complementação de laudo pericial antes do depoimento, remarcado para agosto

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Caso Gisele: interrogatório de tenente-coronel é aditado para agosto
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A Justiça de São Paulo encerrou, nesta quinta-feira (2), a oitiva das testemunhas do processo que apura a morte da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, morta em fevereiro deste ano, após quatro dias de audiência.

Segundo a 5ª Vara do Júri da Capital, as audiências se iniciaram na última segunda (29) e, no total, foram ouvidas 30 pessoas. Entre elas, estavam familiares e a filha da vítima.

Ainda de acordo com a justiça, o interrogatório do réu, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto — antes marcado para esta sexta (3) —, foi designado para o dia 28 de agosto às 10 horas.

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A defesa do acusado pediu complementação do laudo pericial pelo Instituto de Criminalística antes do ato processual.

Caso Gisele: Justiça iniciou audiências com PMS e testemunha protegida na segunda (29) | LIVE CNN Caso Gisele: Justiça iniciou audiências com PMS e testemunha protegida na segunda (29) | LIVE CNN

O crime

A soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi encontrada morta em seu apartamento no Brás, na região central de São Paulo, no último dia 18 de fevereiro. Inicialmente tratada como suicídio, a ocorrência evoluiu para um inquérito de feminicídio qualificado e fraude processual.

De acordo com o MP, após o crime o oficial teria tentado simular um suicídio ao posicionar a arma na mão da vítima e alterar a cena para induzir a investigação a erro.

Laudos periciais apontam inconsistências na versão apresentada pela defesa. As investigações identificaram vestígios de sangue nas roupas do acusado e indícios de que ele teria tomado banho após o crime para eliminar provas.

Para o Ministério Público, o homicídio foi praticado por motivo torpe, relacionado ao sentimento de posse e à recusa do acusado em aceitar o fim do relacionamento. A denúncia também afirma que Gisele foi surpreendida, sem possibilidade de defesa, circunstância que qualifica o crime.

O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, marido de Gisele, está preso preventivamente no Presídio Militar Romão Gomes desde 18 de março. Ele foi denunciado pelo Ministério Público e se tornou réu por feminicídio e fraude processual.

*Sob supervisão de AR.

FONTE/CRÉDITOS: helenabarra
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