O quarto dia do julgamento de Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, e de Monique Medeiros, foi marcado pelo depoimento da ex-enteada do ex-vereador. Durante a sessão no II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, a jovem de 18 anos declarou ter sentido “muita culpa” ao descobrir as circunstâncias da morte de Henry Borel, ocorrida em março de 2021.
A testemunha relatou ter sofrido agressões físicas semelhantes às descritas no processo durante o período em que Jairinho namorou sua mãe.
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Relatos de violência e tortura psicológica
Segundo a testemunha, a rotina de violência começou quando ela tinha entre 3 e 4 anos. Ela descreveu episódios em que o réu a levava sozinha a locais que aparentavam ser motéis, onde a submetia a afogamentos em piscinas e pancadas na cabeça.
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De acordo com o depoimento, o ex-vereador a orientava a não contar os fatos para a mãe, sob o pretexto de que isso a deixaria triste.
A depoente revelou ainda que Jairinho utilizava métodos para ocultar marcas de agressão, como bater sua cabeça contra quinas de móveis ou apertar seus braços.
Em situações de ferimentos visíveis, o réu pedia que ela justificasse as lesões como acidentes ocorridos em aulas de jiu-jitsu.
A jovem afirmou que, diante da repercussão nacional do caso, decidiu procurar Leniel Borel, pai da vítima, para denunciar o histórico de abusos.
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1 de 13Monique Medeiros chora ao receber liberdade provisória em julgamento da morte de filho • CNN Brasil
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2 de 13Jairinho, padrasto de Henry Borel, em julgamento sobre morte de criança • CNN Brasil
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6 de 13Na chegada ao Tribunal do Júri, o pai de Henry Borel, Leniel Borel, expressou um misto de gratidão, ansiedade e um forte apelo por justiça. Ele destacou que o julgamento não se trata apenas do nome do seu filho, mas de "o quanto o Brasil está disposto a proteger suas crianças" • Camille Barbosa - CNN Brasil
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10 de 13A equipe jurídica busca a absolvição da ré, sustentando a tese de que Monique vivia um relacionamento abusivo com Jairinho e que ele tinha um perfil de vitimar pessoas como ela • CNN Brasil
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11 de 13Os advogados do ex-vereador negam as agressões e defendem a tese de que a morte foi acidental • CNN Brasil
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12 de 13Ex-vereador do Rio de Janeiro e ex-médico, Jairo Souza Santos Júnior, era o padrasto da criança e é apontado pelas investigações como o autor das agressões físicas que causaram a morte de Henry. • Reprodução
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13 de 13Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, esponde pelo crime baseada na omissão relevante, pois, segundo a acusação, tinha conhecimento das torturas sofridas pelo filho e consentiu com a situação. • Jaqueline Frizon/CNN
Contexto do julgamento e acusações
Dr. Jairinho e Monique Medeiros são réus por homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual. Henry Borel, de 4 anos, morreu após sofrer 23 lesões no apartamento onde vivia com o casal na Barra da Tijuca.
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A perícia do Instituto Médico-Legal (IML) apontou como causa do óbito hemorragia interna e laceração hepática por ação contundente.
A acusação sustenta que o ex-médico foi o autor das agressões, enquanto a mãe teria sido omissa ao ter conhecimento de violências anteriores praticadas contra o filho.
As defesas negam os crimes: os advogados de Jairinho defendem a tese de morte acidental, enquanto a defesa de Monique afirma que ela vivia um relacionamento abusivo e desconhecia as agressões ao menino.
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1 de 9À esquerda Dr. Jairinho, à direita Monique Medeiros com o filho Henry Borel • Arte/CNN
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2 de 9Monique Medeiros em audiência para ouvir testemunhas do processo sobre a morte do menino Henry Borel • Foto: MARCOS PORTO/AGÊNCIA O DIA/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO
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3 de 9Monique Medeiros em audiência para ouvir testemunhas do processo sobre a morte do menino Henry Borel • Foto: MARCOS PORTO/AGÊNCIA O DIA/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO
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4 de 9Monique Medeiros, mãe de Henry Borel e acusada de omissão na morte de seu filho, instalou tornozeleira eletrônica e seguiu para a prisão domiciliar, conforme estabelecido pela Justiça • CNN
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5 de 9Monique Medeiros, mãe de Henry Borel e acusada de omissão na morte de seu filho, instalou tornozeleira eletrônica e seguiu para a prisão domiciliar, conforme estabelecido pela Justiça • CNN
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6 de 9Monique Medeiros, mãe de Henry Borel e acusada de omissão na morte do filho, instalou tornozeleira eletrônica e seguiu para a prisão domiciliar, conforme estabelecido pela Justiça • CNN
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7 de 9Prisão do ex-vereador Dr. Jairinho no Caso Henry Borel • ESTADÃO CONTEÚDO
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8 de 9Ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, em audiência no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, no centro do Rio de Janeiro • Foto: PAULO CARNEIRO/PHOTOPRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
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9 de 9Dr. Jairinho, namorado de Monique Medeiros da Costa e Silva, mãe do menino Henry Borel, após prestar depoimento sobre a morte do garoto de 4 anos • Tânia Rêgo/Agência Brasil
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Andamento do processo no Rio de Janeiro
O julgamento é presidido pela juíza Elizabeth Machado Louro e conta com um Conselho de Sentença formado por sete jurados.
A estimativa da promotoria é que a sessão se estenda por um período de sete a dez dias devido à complexidade das acusações e ao número de testemunhas arroladas.
Em caso de condenação com pena superior a 15 anos, a Justiça pode determinar a prisão imediata dos réus ainda no tribunal.
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