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A pressão sobre o planejamento do Manchester United aumentou com o início da temporada. Apenas duas vitórias em nove jogos e uma sequência de cinco partidas sem vitória levaram Lisandro Martínez a cobrar publicamente a diretoria após a derrota contra o Atlético de Madrid por 2 a 0.
O argentino declarou: "Esperamos mais de cima, que tragam mais jogadores para competir", e direcionou suas críticas ao diretor técnico Jason Wilcox: "Espero mais do nosso diretor técnico".
O United trouxe quatro reforços para o elenco principal: Karl Darlow, sem custos, Youri Tielemans por 35 milhões de libras, Andrey Santos por 50 milhões de libras e Carlos Baleba por 70 milhões de libras. Embora o investimento tenha sido significativo, especialmente no meio-campo, algumas necessidades permaneceram.
A Trivela destaca cinco jogadores que estavam no radar do clube e que, por suas características, poderiam ter oferecido alternativas nos setores que atualmente apresentam dificuldades.
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Alejandro Balde e Lewis Hall: opções na lateral esquerda
A lateral esquerda foi um dos setores que o Manchester United tentou reforçar, porém sem sucesso. O clube acabou assumindo um "risco calculado" ao continuar praticamente dependente de Luke Shaw, após não avançar nas negociações por Lewis Hall ou Alejandro Balde.
Luke Shaw participou de todos os 38 jogos da última edição da Premier League, mas voltou a enfrentar problemas físicos nesta temporada. Diante do Atlético de Madrid, o jovem zagueiro Ayden Heaven, de apenas 20 anos, teve que atuar improvisado na posição.
Lewis Hall poderia ter sido uma alternativa mais equilibrada e já adaptada à Premier League. O Newcastle avaliava o inglês em cerca de 70 milhões de libras, um valor que afastou o United, especialmente após sua renovação até 2031.
Alejandro Balde apresentava outra opção. Com um estilo mais ofensivo, o lateral do Barcelona poderia agregar velocidade e profundidade ao lado esquerdo. Seu nome foi cogitado nos últimos dias da janela, mas as exigências financeiras impediram a concretização do negócio.
Atualmente, com Shaw novamente fora de ação, a escolha de não contratar nenhum dos dois pesa mais do que em agosto.
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Tchouaméni, Mateta e Schlotterbeck: alternativas para outras posições
O Manchester United investiu uma parte considerável de seu orçamento no meio-campo, mas ainda existe a discussão sobre a falta de um volante mais posicional. Aurélien Tchouaméni poderia ter se encaixado nesse perfil. O francês do Real Madrid teria a capacidade de atuar à frente da defesa, controlar os espaços e permitir que jogadores mais ofensivos, como Baleba, atacassem com maior liberdade. O United acompanhou sua situação durante a janela, mas o interesse não se transformou em uma proposta concreta.
Essa necessidade não desmerece o investimento feito em Baleba. O camaronês trouxe energia e força física, características que já foram evidentes em seus primeiros minutos no clube. Tchouaméni seria simplesmente uma alternativa para contextos específicos.
No ataque, Jean-Philippe Mateta poderia ter evitado a atual dependência de Benjamin Sesko. Com o esloveno fora devido a lesão, Joshua Zirkzee é o único centroavante de origem disponível. Marcus Rashford, Matheus Cunha e Bryan Mbeumo podem atuar mais centralizados, mas partem de áreas diferentes. Mateta, que marcou pelo menos 12 gols nas últimas três temporadas, teria adicionado uma opção mais experiente e específica para a posição por cerca de 25 milhões de libras.
Por último, Nico Schlotterbeck teria trazido mais segurança para um setor que já apresentava incertezas antes do início da temporada. A combinação de histórico de lesões, a idade de alguns defensores e a juventude de outros tornava a defesa um dos principais riscos para o elenco de Carrick. O zagueiro do Borussia Dortmund acrescentaria experiência, presença física e qualidade na saída de bola.
O Manchester United tomou gols em oito de suas nove partidas, perdeu profundidade na lateral esquerda e também sente a falta de opções de origem no ataque. Isso não significa que Hall, Balde, Tchouaméni, Mateta ou Schlotterbeck teriam resolvido por si só os problemas da equipe.
Entretanto, a cobrança de Lisandro Martínez encontra um solo fértil, já que diversas carências identificadas durante o mercado ainda são visíveis dois meses depois. O United optou por concentrar uma parte significativa do investimento no meio-campo. O início da temporada revela o custo de ter deixado outros setores para depois.
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