O CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) reconheceu o interesse público da suspensão do pagamento das dívidas da usina nuclear de Angra 3. A decisão foi tomada durante reunião do conselho na manhã desta terça-feira (14).
A Eletronuclear solicitou ao BNDES e à Caixa Econômica Federal que analisem a viabilidade de suspender temporariamente o pagamento das dívidas relacionadas à implantação da Usina Termonuclear Angra 3.
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“A medida – prevista no art. 10, § 3º, da Lei nº 14.120/2021, que atribui ao CNPE a competência para reconhecer o interesse da política energética nacional em solicitações dessa natureza -, integra as ações de reestruturação e modernização da governança do setor nuclear”, diz o Ministério de Minas e Energia.
Segundo o Ministério de Minas e Energia, a resolução que reconhece o interesse público também preserva as condições para futuras deliberações do CNPE relacionadas ao empreendimento.
Obra parada
A obra de Angra 3 iniciou na década de 80 e ficou parada por vários anos. Em 2019, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) foi contratado pela Eletronuclear para realizar um estudo de reestruturação do modelo técnico, jurídico e financeiro da retomada do projeto de implantação da usina.
O resultado do levantamento foi entregue em setembro de 2024.
O estudo realizado pelo BNDES mostrou que o volume de recursos necessários para conclusão da usina é praticamente o mesmo do custo para abandonar a obra.
Para terminar o empreendimento, é necessário um investimento de R$ 23 bilhões, enquanto o custo para desistir é de R$ 21 bilhões.
Outro impasse para a retomada das obras é o custo da geração de energia elétrica pela usina, considerada alta.
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