Os esforços de resgate no oeste da Colômbia continuam nesta terça-feira (11), com equipes de emergência escavando escombros de prédios desabados e casas destruídas, em meio à expectativa de que o número de mortos do terremoto mais forte a atingir o país em décadas possa aumentar.
O tremor de magnitude 7,4 atingiu a principal região cafeeira da Colômbia na manhã de segunda-feira (10), deixando pelo menos 132 mortos.
Durante o terremoto, edifícios de vários andares foram reduzidos a escombros em cidades como Pereira e Cali, e uma das torres de uma catedral histórica na cidade de Manizales rachou.
Equipes de emergência, auxiliadas por policiais, soldados e voluntários, trabalharam durante a noite com escavadeiras e, por vezes, com as próprias mãos, em busca de sobreviventes sob os escombros.
-
Colômbia relata saques após terremoto e cidades cumprem toque de recolher
-
Terremoto na Colômbia: 16 pessoas presas em teleférico são resgatadas
-
Número de mortos em terremoto sobe para 132, diz associação na Colômbia
Em Cali, cidade com cerca de 2,2 milhões de habitantes, pelo menos 35 pessoas morreram, informou o presidente recém-empossado, Abelardo de la Espriella.
Dezenas de edifícios ficaram inclinados de forma precária ou foram totalmente destruídos, forçando os moradores a sair às ruas.
Vários andares superiores de um dos hospitais da cidade — alguns dedicados ao atendimento pediátrico — desabaram sobre si mesmos, deixando alguns pacientes presos e obrigando cerca de 600 outras pessoas a serem atendidas em uma rua repleta de escombros, disse o diretor do hospital, Irne Torres Castro, à emissora de televisão Caracol.
Carmen Yasmin Garcia, de 43 anos, moradora de Cali que atuava como voluntária em equipes de resgate, disse na tarde de segunda-feira que seu grupo havia libertado sete pessoas de um prédio que desabou, mas que outras quatro pessoas e um cachorro permaneciam presos.
“Há pouco tempo ouvíamos arranhões, mas agora não ouvimos mais nada; ainda temos fé de que o cachorro esteja vivo e que possamos tirar essas pessoas de lá”, disse Garcia. “Precisamos de pessoas com paus e pás; quanto mais gente ajudar, melhor.”
Em Pereira, capital do estado de Risaralda — fortemente atingida —, as autoridades da Associação Colombiana de Capitais relataram 60 mortes.
A cidade também sofreu algumas das destruições mais visíveis, com quarteirões residenciais inteiros reduzidos a pilhas de concreto e aço retorcido.
Vídeos publicados nas redes sociais e verificados pela agência de notícias Reuters mostravam o aeroporto da cidade balançando violentamente durante o terremoto, com grandes partes do teto desabando enquanto as pessoas buscavam abrigo.
Outras 13 pessoas morreram em Chocó, a província rural mais próxima do epicentro do terremoto.
Forças de seghurança em Cali
O presidente De la Espriella informou que mil integrantes das forças de segurança seriam enviados à cidade até o amanhecer, após relatos de saques. Cali, assim como Pereira, decretou toque de recolher na noite de segunda-feira (10).
“Nossa intenção é cooperar de todas as formas necessárias. Aqui, não há distinções nem divisões ideológicas quando se trata de defender nosso povo ou demonstrar solidariedade”, disse o presidente a jornalistas ainda na noite de segunda-feira.
O desastre tem sido comparado a um terremoto letal ocorrido em 1999, que devastou a mesma região cafeeira e matou mais de mil pessoas, bem como a terremotos catastróficos que mataram mais de 6.300 pessoas na vizinha Venezuela, em junho.
Veja os 10 terremotos mais mortais da América Latina
Terremoto na Colômbia: veja momento em que prédio desaba por completo
Comentários: