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Sexta-feira, 17 de Abril de 2026

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Comerciante nega venda de peixes apreendidos e alega consumo próprio

Flagrada com 48 kg de pescado em Vilhena, dona de restaurante afirma que espécies tucunaré e piau são invasoras e que possui notas fiscais de todo o estoque comercial; delegacia liberou família e materiais após depoimento, nomeando a proprietária como fiel depositária dos peixes.

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Comerciante nega venda de peixes apreendidos e alega consumo próprio
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A comerciante de Vilhena, flagrada nesta semana pela Polícia Ambiental com 48 kg de peixes, apresentou sua versão oficial sobre o episódio ocorrido na região do “Alagado”. Proprietária de um pesque-pague e de um restaurante local, ela negou veementemente que o pescado seria destinado à comercialização. Segundo a entrevistada, a atividade é praticada como esporte familiar a cada 15 dias, e o montante apreendido composto por tucunaré e piau destinava-se exclusivamente ao consumo doméstico de sua família.

De acordo com o relato, a família foi conduzida à Unisp junto com o veículo e um barco de alumínio, mas todos foram liberados após prestarem esclarecimentos. A comerciante destacou que as espécies capturadas são consideradas invasoras nos rios da região, o que, segundo sua interpretação, diminuiria as restrições de captura. Ela afirmou ainda que o excedente registrado pela polícia foi de apenas 6 kg por carteira de pesca, e que toda a documentação dos três envolvidos está rigorosamente em dia.

Para afastar as suspeitas de irregularidade no restaurante da família, a empresária garantiu que possui notas fiscais de todas as compras de peixes realizadas em supermercados locais. Ela detalhou que investe, em média, R$ 2.500,00 por semana em produtos para servir aos seus clientes. “Todos os peixes servidos no meu estabelecimento são comprados legalmente e com procedência comprovada”, assegurou. A defesa da comerciante foca na transparência da gestão do negócio para rebater a denúncia anônima que motivou a abordagem policial.

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Juridicamente, o caso não resultou em prisão ou multa imediata. O delegado responsável nomeou a comerciante como fiel depositária do pescado, que permanece guardado em um freezer para eventual apresentação futura às autoridades. A mulher afirmou saber a origem da denúncia, mas optou por não revelar nomes. Em Vilhena e na região do Cone Sul de Rondônia, a fiscalização sobre o transporte de pescado é intensificada nesta época do ano, exigindo que pescadores amadores e profissionais portem a documentação necessária e respeitem os limites de cota por espécie.

FONTE/CRÉDITOS: CAPITAL RONDÔNIA
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