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Nesta quinta-feira (29), Carlo Ancelotti divulgou a convocação de 26 atletas para os amistosos da seleção brasileira contra o Japão e Singapura, que ocorrerão nos dias 14 e 17 de novembro. A presença de cinco estreantes na lista foi uma surpresa, assim como a convocação de jogadores que já haviam representado o Brasil, mas que nunca foram chamados pelo treinador italiano.
Essa é apenas a segunda Data Fifa desde o insucesso na Copa do Mundo de 2026, quando o Brasil sofreu a eliminação nas oitavas de final para a Noruega. Nos amistosos pós-Mundial, entre o final de setembro e o início de outubro, a seleção brasileira empatou em 1 a 1 com a Austrália, mas posteriormente venceu, 4 a 2, e depois foi para a Índia, onde superou o time local, 4 a 0.
Convocação da seleção brasileira para os amistosos com Japão e Singapura
- Goleiros: Bento (Al Nassr), Lucas Perri (Torino) e Pedro Morisco (Coritiba);
- Zagueiros: Gabriel Magalhães (Arsenal), Arthur Dias (Athletico-PR), Jair Cunha (Nottingham Forest), Jonathan Jesus (Cruzeiro) e Vitor Reis (Manchester City);
- Laterais: Wesley (Roma), Carlos Augusto (Internazionale), Douglas Santos (Zenit) e Vanderson (Monaco);
- Meio-campistas: Bruno Guimarães (Arsenal), André Luiz (Corinthians), Andrey Santos (Manchester United), Danilo (Botafogo), Gabriel Bontempo (Santos), João Gomes (Aston Villa) e Marlon Gomes (Shakhtar Donetsk);
- Atacantes: Vinícius Junior (Real Madrid), Raphinha (Barcelona), Allan (Manchester City), Alisson Santana (Shakhtar Donetsk), Endrick (Real Madrid), Estêvão (Chelsea) e Rayan (Bournemouth).
Ancelotti amplia as opções de zagueiros e meias testados
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A defesa é um dos setores com as melhores opções. Ancelotti está em busca de ampliar as alternativas, testando novos nomes como Jair Cunha e Arthur Dias na última Data Fifa, além de convocar Vitor Reis, que não participou da Copa.
O novo estreante dessa convocação é Jonathan Jesus, do Cruzeiro, que tem 22 anos. Revelado pelo Ceará e no time mineiro desde 2024, o zagueiro destro, que também pode atuar pela esquerda, possui um perfil moderno. Por ter atuado como atacante nas categorias de base, tem facilidade em tocar a bola e iniciar jogadas desde a defesa. Defensivamente, se destaca pela velocidade e habilidade em cobrir espaços.
É notável que Murillo, do Nottingham Forest, e Natan, do Betis, ainda não tenham sido testados pelo técnico italiano. Eles devem estar na mira de Ancelotti, assim como outros nomes do futebol brasileiro, como João Marcelo, também do Cruzeiro, que vem se destacando.
No meio-campo, setor considerado prioritário por Ancelotti, surgiram duas grandes surpresas: André Luiz, do Corinthians, e Marlon Gomes, do Shakhtar Donetsk. Além disso, João Gomes, do Aston Villa, recebeu uma nova oportunidade pelo experiente treinador, que não havia dado chances ao meia na convocação de outubro do ano passado.
A seleção brasileira mantém o foco no Shakhtar Donetsk
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Atualmente, o time profissional do Shakhtar Donetsk conta com 13 brasileiros, a maioria abaixo dos 24 anos. A convocação do ponta direita Alisson Santana, de 21 anos, e Gomes, 22, mostra que a comissão técnica da Seleção está atenta ao trabalho desenvolvido na equipe ucraniana.
O jovem ex-Atlético Mineiro tem feito uma temporada notável, com quatro assistências (uma delas na Champions League) e três gols. Canhoto, é um típico atacante de beirada que gosta de cortar para dentro e finalizar ou buscar passes decisivos. O meia ex-Vasco também tem atuado como meio-campista em um esquema 4-3-3.
Alisson e Gomes estão entre os brasileiros em destaque no Shakhtar. Kauã Elias e Luca Meirelles são os artilheiros do time, que ocupa a segunda posição no Campeonato Ucraniano, ambos com três gols. O jovem meia Isaque, de apenas 19 anos, é uma promessa que gera grandes expectativas para o futuro. Os laterais Pedro Henrique (esquerdo) e Vinícius Tobias (direito) têm potencial para se tornarem titulares da seleção brasileira no futuro.
A atenção de Ancelotti para esse mercado é positiva, pois pode proporcionar uma vitrine para esses jovens, visando um futuro salto para equipes das cinco principais ligas europeias. Devido ao contexto da invasão russa, o futebol ucraniano não apresenta um alto nível técnico, o que prejudica o desenvolvimento dos brasileiros.
Para a Copa América de 2028 e, principalmente, a Copa do Mundo de 2030, o técnico italiano reconhece a necessidade de adquirir mais repertório na defesa e no meio-campo, justificando parte dos testes realizados. Rodrigo Caetano, coordenador técnico da Seleção, prometeu mais testes contra seleções europeias em 2027.
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