Evento de impacto mundial, a Copa do Mundo 2026 mobilizou torcedores e nações em diferentes continentes.
Fora de campo, o otimismo com os jogos fez com que milhões de pessoas se tornassem verdadeiros consumidores, elevando o ticket médio para compras de itens decorativos e temáticos, no embalo do entusiasmo coletivo.
O engajamento para a venda de roupas, acessórios, itens de decoração é também uma oportunidade de crescimento a longo prazo para as pequenas e médias empresas.
Mais do que efeitos imediatos na rentabilidade do negócio, a Copa acendeu uma chance dessas empresas apostarem na posteridade, ao mirar na construção duradoura de marca e fidelização da clientela, avalia Ycaro Martins, especialista em expansão e negócios, CEO e fundador da Maxymus Expand, empresa focada em estruturação estratégica, aceleração e crescimento empresarial.
“Quando existe planejamento, cada campanha, ação promocional ou ativação realizada pode se transformar em um ativo permanente para o negócio. O verdadeiro ganho não está apenas no faturamento do período, mas na capacidade de converter a atenção gerada em crescimento sustentável e recorrente”, explica.
Leia Mais
-
Estudo: PMEs desperdiçam milhões de horas com burocracia e gestão manual
-
Férias de julho: Como PMEs podem converter baixa temporada em oportunidades
-
Precificação que funciona: Como cobrar o que o seu negócio (realmente) vale
Além dos bares e restaurantes
Bares, restaurantes, delivery de alimentos, mercados, conveniências, lojas de bebidas e registraram uma movimentação histórica, coroando-se como os setores com melhor desempenho durante a Copa do Mundo.
No caso de bares e restaurantes, por exemplo, o crescimento foi de pelo menos 20% apenas no último jogo da seleção brasileira, estima a associação que representa o setor, a Abrasel.
O resultado está em linha com o projetado por outras companhias às vésperas do evento. Uma estimativa prévia da Neogrid e Opinion Box mostrava que 51% dos brasileiros pretendiam aumentar os gastos com alimentos e bebidas durante os jogos.
Agora, com o fim do torneio, PMEs encaram o desafio de manter o bom desempenho e faturamento motivado pelo campeonato nos últimos meses.
Dicas para PMEs continuarem aproveitando o buzz da Copa do Mundo
Nesse contexto, continuarão a ganhar destaque as empresas e varejistas capazes de encarar o processo de troca como uma experiência que vai além das cifras.
“Toda venda realizada durante o evento deve ser encarada como o início de uma jornada de relacionamento”, afirma Martins.
A primeira dica, segundo o especialista, é investir na presença digital do negócio, considerando a produção contínua de conteúdo e interação com a audiência.
Na sequência, apostar no uso inteligente de dados capazes de nutrir ações — posteriores de fidelização, principalmente as de comunicação.
“Empresas que capturam dados, nutrem seus clientes e mantêm comunicação ativa após a Copa conseguem transformar um pico temporário de demanda em crescimento consistente ao longo dos meses seguintes”, diz.
Além dos dados, destaca Martins, programas de relacionamento baseados no cadastro de clientes que compraram pela primeira vez durante o período, e também campanhas gamificadas e programas de pontos podem ser ativos valiosos para fidelização e incentivo à recompra.
“O ponto mais importante é garantir continuidade”, reforça.
“Em um mercado cada vez mais competitivo, estar presente na mente do consumidor vale tanto quanto a venda realizada naquele instante.”
Texto de Maria Clara Dias
Economistas: Sediar Olimpíadas não é mais financeiramente sustentável
Copa do Mundo pode gerar US$ 41 bilhões na economia, aponta Bank of America
Comentários: