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Sexta-feira, 17 de Julho de 2026

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CVM institui GT para estudar tokenização de valores mobiliários

Grupo deverá entregar, em 60 dias, proposta de regime regulatório experimental

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
CVM institui GT para estudar tokenização de valores mobiliários
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A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) instituiu um GTT (Grupo de Trabalho de Tokenização) para realizar estudos, fazer testes, formular recomendações técnicas e propor regras para atividades de registro, depósito, custódia, negociação e liquidação de valores mobiliários em infraestruturas de registro distribuído.

O grupo deverá entregar, em 60 dias, uma proposta de regime regulatório experimental para a tokenização de valores mobiliários.

As infraestruturas de registro distribuído são sistemas tecnológicos que permitem que um mesmo registro de informações seja compartilhado, atualizado e validado simultaneamente por diversos participantes de uma rede, em vez de ficar armazenado em um único servidor ou banco de dados central.

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Um exemplo é a blockchain, utilizada para registrar transações e a titularidade de criptomoedas e ativos tokenizados.

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Com duração inicial de 120 dias, podendo ser prorrogado por mais 30, o grupo de trabalho reúne representantes de 14 áreas da CVM e poderá ter participação de representantes de entidades governamentais, autorreguladores, associações representativas do mercado e especialistas convidados.

Em ocasiões recentes, o tema da tokenização foi apontado como prioridade pelo novo presidente da CVM, Otto Lobo, que já afirmou que essa tecnologia e a inteligência artificial estão reconfigurando a forma como ativos são emitidos, negociados e custodiados.

O GTT será coordenado pelos superintendentes SDE (Seccional de Desenvolvimento e Modernização Institucional), José Alexandre Vasco, e de SSE (Securitização e Agronegócio), Bruno Gomes, informou a reguladora.

As atribuições do GTT, de acordo com a CVM, são:

  • Realizar estudos comparativos sobre experiências nacionais e internacionais;
  • Analisar os resultados de iniciativas de sandbox regulatório;
  • Promover debates com reguladores, participantes do mercado e sociedade;
  • Avaliar os impactos da DLT (Tecnologia de Registro Distribuído) sobre o funcionamento e a estrutura do mercado de capitais.

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O grupo também será responsável por avaliar aspectos relacionados à segurança cibernética, identificar eventuais necessidades de aperfeiçoamento do arcabouço regulatório vigente, conduzir ou coordenar a avaliação de protótipos em ambientes experimentais e estabelecer as bases para a futura regulação da tokenização de valores mobiliários, disse a CVM, em comunicado.

Como primeira entrega, o GTT deverá encaminhar ao Colegiado, no prazo de 60 dias contados da instalação, proposta de regime regulatório experimental para a tokenização de valores mobiliários. Ao término dos trabalhos, será apresentado relatório com as atividades desenvolvidas e as recomendações formuladas.

Segundo Otto Lobo, a tokenização exige uma atuação regulatória capaz de acompanhar a sua evolução.

“A tokenização representa uma transformação estrutural do mercado de capitais e exige uma atuação regulatória igualmente inovadora. Com este grupo de trabalho, a CVM reúne conhecimento técnico para avaliar oportunidades, enfrentar desafios e construir, de forma coordenada, as bases para um ambiente regulatório moderno, seguro e alinhado à evolução do mercado de capitais brasileiro.”

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FONTE/CRÉDITOS: afonsobenites
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