As dificuldades apontadas por Hildon Chaves em relação aos debates geraram uma reflexão na campanha em Rondônia que vai além do desempenho eleitoral: quais são os limites entre criticar um candidato e utilizar sua saúde como alvo de ataque? Este assunto foi discutido pelo jornalista Cícero Moura em uma análise publicada no Espaço Aberto.
O ex-prefeito de Porto Velho reconheceu que não teve a participação desejada nos primeiros embates. Ao mencionar seus esquecimentos e a falta de concentração, ele indicou que esses problemas poderiam estar relacionados às vezes em que teve Covid-19. Contudo, a publicação não apresenta um diagnóstico que comprove essa conexão.
Dificuldades de concentração e pensamento estão entre os sintomas reconhecidos pela Organização Mundial da Saúde para a condição pós-Covid. Entretanto, reconhecer essa possibilidade não permite determinar a causa de episódios individuais sem uma avaliação clínica. OMS
“Uma candidatura pode ser combatida sem que a pessoa seja destruída”, escreveu Cícero Moura, jornalista e autor da coluna. Ele acredita que o eleitor deve exigir propostas, experiência e capacidade administrativa. O limite se encontra em transformar dificuldades pessoais em situações de humilhação ou especular sobre doenças.
Hildon também usou o humor ao comentar sobre as mudanças desde sua primeira eleição, em 2016. “Sou o tiozão dessa campanha”, declarou Hildon Chaves, que é candidato ao Governo de Rondônia. Embora reconheça que o tempo passou, ele acredita estar mais preparado para a disputa.
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