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Quinta-feira, 16 de Julho de 2026

Política

Decisão de Toffoli tira documentos de banqueiro da CPMI do INSS e gera críticas no Congresso

Medida cautelar do ministro Dias Toffoli mantém legalidade das quebras de sigilo, mas suspende acesso da comissão parlamentar, provocando indignação do presidente da CPMI, senador Carlos Viana

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Decisão de Toffoli tira documentos de banqueiro da CPMI do INSS e gera críticas no Congresso
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O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta sexta-feira (12) restringir o acesso da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aos documentos resultantes das quebras de sigilo bancário, fiscal e telemático do banqueiro Daniel Vorcaro, sócio e controlador do Banco Master.

Pela decisão liminar, os documentos já encaminhados à CPMI devem ser retirados imediatamente da comissão e enviados à presidência do Senado Federal, onde ficarão sob a guarda do senador Davi Alcolumbre (União-AP), que não integra o colegiado, até que o STF analise o mérito da questão.

Toffoli, no entanto, negou o pedido da defesa de Vorcaro para anular as quebras de sigilo, mantendo a validade das medidas aprovadas pela CPMI e pela Justiça Federal. A comissão investiga operações do Banco Master envolvendo empréstimos consignados a aposentados e pensionistas do INSS, além de aportes de fundos de previdência de servidores públicos. A instituição foi liquidada extrajudicialmente pelo Banco Central em novembro de 2025.

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Vorcaro e outros sócios do banco são investigados na Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que apura suspeitas de emissão de títulos de crédito falsos, gestão fraudulenta e uma tentativa frustrada de venda do banco ao Banco Regional de Brasília (BRB).

A decisão provocou reação no Congresso. O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que a retirada dos documentos enfraquece as investigações e cria um precedente perigoso de interferência externa em um instrumento constitucional do Parlamento.

A CPMI do INSS apura irregularidades em descontos consignados que atingem milhões de beneficiários em todo o país, com foco na atuação de instituições financeiras envolvidas nas operações.

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