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A Juventus já começa a avaliar alternativas para o comando técnico diante do início decepcionante de Luciano Spalletti na temporada 2026/27. De acordo com o jornal italiano “La Repubblica”, Francesco Farioli, atualmente no Porto, e Simone Inzaghi, do Al Hilal, estão entre os possíveis candidatos para assumir a equipe na próxima temporada. Se a diretoria optar por uma mudança ainda durante a atual campanha, Stefano Pioli seria o nome mais forte.
A especulação ganha força após a derrota por 3 a 0 para a Lazio, no domingo (18), em Turim. O resultado ampliou a pressão sobre Spalletti e deixou a Juventus na oitava colocação do Campeonato Italiano.
A situação também expõe a dificuldade de Spalletti para consolidar uma identidade de jogo e dar estabilidade ao elenco. Depois da derrota, o treinador criticou a fragilidade mental da equipe, enquanto o zagueiro e capitão Bremer cobrou publicamente mais atitude dos companheiros. O episódio aumentou a percepção de desgaste em torno do trabalho, embora não exista confirmação de que a Juventus tenha decidido demitir o técnico.
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Farioli e Inzaghi representam caminhos diferentes para a Juventus
Aos 37 anos, Francesco Farioli é um discípulo de Roberto De Zerbi, com quem trabalhou como treinador de goleiros no início da carreira, e construiu reputação como um dos treinadores italianos mais promissores de sua geração. Depois de passagens por Nice e Ajax, o técnico assumiu o Porto e recuperou prestígio ao desenvolver uma equipe organizada, intensa sem a bola e paciente na construção das jogadas.
O modelo de Farioli costuma partir de uma estrutura com quatro defensores e três meio-campistas, mas os posicionamentos mudam conforme a equipe progride. A intenção é atrair a pressão rival, encontrar linhas de passe e avançar com combinações curtas, sem abrir mão da possibilidade de acelerar quando surge espaço.
Sem a bola, suas equipes procuram recuperar a posse rapidamente e pressionar a saída adversária de maneira coordenada. Esse comportamento exige intensidade física, concentração e sincronia entre os setores. No Porto, Farioli também se destacou pela organização defensiva e pela capacidade de estabelecer uma identidade coletiva.
Para a Juventus, contratar o italiano significaria apostar em um treinador com potencial de crescimento e uma proposta de jogo bem definida. O desafio seria adaptar esse modelo às características do elenco e à pressão por resultados imediatos que acompanha um clube acostumado a disputar títulos.
Simone Inzaghi oferece um perfil diferente. Aos 50 anos, o treinador ganhou projeção na Lazio e consolidou seu nome à frente da Inter de Milão, com a qual conquistou títulos nacionais e chegou a duas finais de Champions League. Desde 2025, está no comando do Al Hilal, da Arábia Saudita.
Seu sistema mais característico é o 3-5-2, com três zagueiros, alas ofensivos e dois atacantes que alternam movimentos para abrir espaços. A equipe busca progredir pelo meio e pelos corredores, usando a movimentação dos alas para alargar a defesa adversária. Os meias participam tanto da circulação de bola quanto das transições rápidas, enquanto os zagueiros podem avançar para criar superioridade no meio-campo.
Defensivamente, o desenho costuma se transformar em um 5-3-2, com os alas recuando para proteger as laterais. Inzaghi também adapta a pressão à situação da partida: suas equipes podem pressionar alto ou baixar as linhas para explorar os espaços deixados pelo adversário. A flexibilidade e a coordenação dos movimentos são marcas importantes de seu trabalho.
Pioli surge como alternativa caso Spalletti não termine a temporada
Embora Farioli e Inzaghi sejam considerados para um possível projeto futuro, a situação pode mudar se a Juventus decidir agir antes do fim da temporada. Nesse cenário, Stefano Pioli seria o principal candidato, segundo a informação do La Repubblica.
O treinador italiano está sem clube e tem experiência em diferentes contextos da Série A. Seu trabalho mais relevante ocorreu no Milan, onde conquistou o Campeonato Italiano na temporada 2021/22, encerrando um jejum de títulos da liga que durava desde 2011. A experiência com um elenco de alto nível e o conhecimento do futebol italiano podem torná-lo uma opção prática para uma mudança no meio da campanha.
A escolha, no entanto, envolveria uma decisão estratégica. Contratar Pioli para tentar estabilizar os resultados permitiria à Juventus ganhar tempo antes de definir um projeto de longo prazo. Por outro lado, uma eventual chegada de Farioli ou Inzaghi representaria uma aposta mais diretamente ligada à construção de uma identidade técnica para as próximas temporadas.
Por enquanto, a continuidade de Spalletti permanece como o cenário em vigor, e a existência de nomes especulados não significa que a diretoria tenha iniciado negociações ou tomado uma decisão. A derrota para a Lazio, porém, tornou o ambiente mais tenso e colocou o trabalho do treinador sob maior escrutínio.
A Juventus terá de responder em campo para evitar que a discussão sobre possíveis sucessores se transforme em uma crise ainda maior. Se os resultados não melhorarem, a diretoria poderá ser obrigada a escolher entre uma solução imediata, com Pioli, e uma mudança mais profunda de rumo, com Farioli ou Inzaghi como candidatos para o futuro.