O candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, disse neste domingo (20), durante agenda em Belo Horizonte (MG), desejar que o que chamou de “frutas podres” sejam excluídas do STF (Supremo Tribunal Federal), em meio à crise que atinge a Corte.
“É uma campanha atípica, o brasileiro está decepcionadíssimo com a política, principalmente com o Supremo devido a tudo isso que temos assistido, e espero que nós venhamos a ter a exclusão dessas frutas podres, que estão fazendo com que o brasileiro fique cada vez mais decepcionado, alheio e frustrado com política“, disse o ex-governador mineiro à imprensa.
O candidato também defendeu que os nomes envolvidos com o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, prestem esclarecimento e sejam investigados.
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“Quem está próximo, envolvido com banqueiro bandido, recebeu recursos, é alguém que precisa se explicar muito bem e precisa ser investigado”, prosseguiu.
Zema também disse estar esperançoso com o pleito de outubro mesmo sem aparecer no topo das pesquisas. O candidato julgou que o eleitor deixa para escolher os nomes que vai votar pouco antes da eleição.
“A campanha só acaba quando as urnas são abertas e apuradas, e quem acompanhou minha eleição de 2018 sabe que tudo ocorre geralmente nos últimos dias, quando o eleitor vai decidir”, continuou.
Neste domingo, o ex-governador cumpre agenda na capital mineira. Mais cedo, visitou a Igrejinha da Pampulha e, depois, dirigiu-se à Feira Hippie, da Afonso Pena, para caminhada com apoiadores.
Crise no STF
Na última terça-feira (15), os magistrados se reuniram em sessão para analisar o envolvimento do ministro Alexandre de Moraes com Daniel Vorcaro, do Banco Master.
O julgamento se deu em meio a uma crise no Supremo, com trocas de ofícios entre ministros, disputa pelo acesso às provas e questionamentos sobre a condução das investigações feitas pelo ministro André Mendonça.
A sessão foi marcada por bate-bocas e trocas de acusações. Na ocasião, o ministro Flávio Dino pediu vista e suspendeu o julgamento, cujo placar parcial é de 4 a 3 para manter separada a análise dos casos de Moraes e Mendonça envolvendo as investigações do caso Master.
Na última quinta (17), Fachin decidiu adiar a análise do processo que avaliaria a conduta de André Mendonça. O julgamento estava previsto para a próxima quarta-feira (23), mas será remarcado “oportunamente”, segundo despacho do presidente do Tribunal.
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