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Terça-feira, 15 de Setembro de 2026

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Enviado de Trump chega em Belarus para negociar libertação de prisioneiros

John Coale realiza primeira conversa em meses com presidente do país, Aleksandr Lukashenko

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Enviado de Trump chega em Belarus para negociar libertação de prisioneiros
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O enviado dos Estados Unidos, John Coale, encarregado pelo presidente Donald Trump de negociar a libertação de presos políticos em Belarus, chegou a Minsk nesa terça-feira (15) para as primeiras conversas em seis meses com o presidente do país, Aleksandr Lukashenko.

Coale iniciou negociações no ano passado com Lukashenko, um aliado próximo do presidente russo Vladimir Putin, e conseguiu a libertação de centenas de prisioneiros em troca do alívio das sanções americanas contra Belarus.

Mas o grupo de direitos humanos Viasna afirma que o antigo Estado soviético ainda mantém mais de 900 presos políticos. Lukashenko rejeita essa descrição e classifica as pessoas em questão como infratores da lei e “bandidos”.

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A oposição bielorrussa exilada saudou a diplomacia de Coale como uma intervenção humanitária vital, mas afirma que Lukashenko está prendendo novos prisioneiros no lugar daqueles que estão em liberdade.

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“É essencialmente uma troca pura e simples. Está ocorrendo uma negociação — reféns por uma mudança nas sanções — mas isso não altera a natureza fundamental do regime bielorrusso”, disse à Reuters na semana passada o ativista de direitos humanos Ales Bialiatski, que foi libertado da prisão no ano passado e deportado.

“Embora eu esteja feliz por estar livre… a máquina da repressão continua funcionando. Toda semana vemos novos presos políticos e novos métodos de repressão.”

Especialistas da ONU afirmaram nesta terça-feira (15) que encontraram violações “sistemáticas” das obrigações internacionais de direitos humanos em todas as etapas do processo judicial em Belarus — desde o momento da prisão até a detenção, condenação e supervisão após a libertação.

Eles citaram prisões arbitrárias, tortura, negação de garantias legais, julgamentos fechados e assédio contínuo a ex-detidos.

A missão de Belarus junto ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, com sede em Genebra, não respondeu de imediato a um pedido de comentário.

FONTE/CRÉDITOS: mariabaccarin
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