Equipes de resgate do Paquistão vasculham nesta quarta-feira (8) as águas ao redor do local onde um avião de carga Boeing teria caído.
A aeronave perdeu contato com o controle de tráfego aéreo quando estava a caminho de Karachi com cinco tripulantes a bordo, disseram autoridades paquistanesas.
O primeiro-ministro Shehbaz Sharif instruiu as autoridades a acelerarem as operações de busca e resgate do cargueiro, que desapareceu no Mar da Arábia após relatar um problema no sistema de navegação.
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A K2 Airways, operadora do avião, disse que a tripulação era composta por dois pilotos, dois engenheiros e um funcionário de apoio. As autoridades não fizeram nenhuma declaração oficial sobre a situação das vítimas, embora Sharif tenha expressado as suas “sinceras condolências” às suas famílias.
O avião pode ter caído no mar a sudoeste de Karachi após uma série de mudanças bruscas de altitude antes de uma descida final íngreme, de acordo com o serviço de rastreamento de voo Flightradar24.
Uma operação coordenada de busca e salvamento no mar com várias agências foi iniciada, disse a Autoridade Aeroportuária do Paquistão no Facebook.
A K2 Airways informou que estava cooperando com a Autoridade de Aviação Civil do Paquistão e outras agências governamentais. A Boeing ainda não comentou.
Avião relatou problema no sistema de navegação
O avião relatou um problema no sistema de navegação às 21h18, no horário do Paquistão, enquanto voava para Karachi, relatou a autoridade aeroportuária.
O controle de tráfego aéreo local tentou orientá-lo, mas, três minutos depois, os sistemas de radar mostraram que o avião descia rapidamente e a comunicação foi perdida.
O voo estava a cerca de 287 km a oeste de Karachi, segundo o comunicado.
Os minutos finais dos dados de rastreamento do Flightradar24 pareciam caóticos, mostrando o avião mergulhando cerca de 1.500 metros em menos de um minuto antes de subir cerca de 1.800 metros em 30 segundos e depois entrar em um mergulho catastrófico a 11 km.
O último ponto de dados transmitido colocou a aeronave a 335 metros acima do nível do mar, com uma velocidade vertical de menos de 400 km/h – uma velocidade de descida extremamente íngreme e anormal.
Aeronave havia entrado em serviço na transportadora em 2024
A aeronave desaparecida é um dos 737-400 da Boeing, com décadas de existência, duas gerações mais velho que o 737 MAX, que esteve envolvido em uma crise de segurança.
Ele usa motores fabricados pela CFM International, de propriedade conjunta da GE Aerospace e da francesa Safran.
O 737-400 foi entregue pela primeira vez como avião de passageiros à Aeroflot da Rússia em 1999 e foi convertido em cargueiro em 2012, de acordo com o Flightradar24.
É a única aeronave da K2 Airways e entrou em serviço na transportadora em 2024. Seu voo anterior foi em 28 de junho, segundo dados do Flightradar24.
O acidente seria o primeiro com vítimas fatais no Paquistão desde 2020, quando um Airbus A320 da Pakistan International Airlines caiu perto da pista em Karachi, matando 97 pessoas.
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