Autoridades espanholas retiraram, na quinta-feira (14), os restos mortais de três reis que governaram Aragão no século 11 de um mosteiro ameaçado pelo avanço de um incêndio florestal.
Os restos foram transferidos para o museu provincial de Huesca, localizado a cerca de 80 quilômetros ao sul do mosteiro de San Juan de la Peña, onde deverão permanecer protegidos até que as condições melhorem.
Segundo a vice-presidente da região, Mar Vaquero, o incêndio, que avançava desde segunda-feira, começou a se aproximar do mosteiro do século 10 na noite de quinta. O risco de as chamas atingirem o local levou as autoridades a iniciarem uma operação para retirar peças históricas.
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Uma equipe de uma unidade militar de emergência conseguiu entrar no mosteiro e retirar vestimentas cerimoniais pertencentes a um conde do século 18 enterrado no local. A proximidade das chamas, porém, obrigou o grupo a deixar a área.
Posteriormente, a equipe retornou acompanhada por policiais e autoridades responsáveis pelo patrimônio histórico. Na segunda operação, foram retirados de um panteão os restos mortais dos três primeiros reis de Aragão, que reinaram entre 1035 e 1104, além de pinturas históricas.
Vaquero elogiou a atuação da equipe responsável pelo resgate.
O incêndio ganhou força na manhã de quinta-feira, impulsionado pelo aumento das temperaturas e por ventos fortes. As chamas já consumiram mais de 9 mil hectares e provocaram a retirada de moradores de 16 cidades. Apesar da ameaça, o mosteiro permanecia intacto na manhã desta sexta-feira (14).
No sul da Espanha, outro incêndio florestal também se intensificou na quinta-feira. O fogo já atingiu cerca de 31 mil hectares na província de Huelva e obrigou aproximadamente 700 pessoas a deixarem suas casas.
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