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O Chelsea triunfou sobre o Manchester United por 2 a 0, em um confronto complicado pela Premier League, aprofundando ainda mais a crise do oponente. Os gols da vitória dos Blues foram anotados por Morgan Rogers e Cole Palmer. Este foi o primeiro jogo em que Estêvão foi titular na Premier League desta temporada, onde teve uma performance convincente, apesar de ter dois gols anulados.
Os Blues, que não contaram com João Pedro, buscavam a vitória para encerrar um ciclo de oscilações e superar a eliminação na Copa da Liga diante do Liverpool. Por outro lado, os Red Devils, na 16ª colocação, viram seu técnico Michael Carrick sob pressão e optou por reintegrar Lisandro Martínez e Bruno Fernandes ao time titular, após os dois fazerem críticas públicas sobre a situação da equipe.
Estêvão, finalmente, titular no Chelsea na Premier League
O treinador Xabi Alonso foi cobrado pela imprensa durante a semana pela escassez de minutos do Estêvão. Até então, o atacante havia participado de apenas oito jogos, sendo seis na Premier League e apenas 47 minutos em campo.
Na Copa da Liga Inglesa, ele foi titular em duas ocasiões, totalizando 125 minutos, um tempo muito reduzido para um jogador que já tinha se destacado na temporada anterior. Uma análise da Trivela já havia defendido que o brasileiro merecia mais oportunidades e questionava as decisões do técnico espanhol.
Estêvão, atuando na ala direita, apresenta um estilo de jogo diferente do de Pedro Neto, sendo mais incisivo, buscando o meio e utilizando o drible como sua principal arma. Ele prefere atuar como meia-atacante, com liberdade para receber entre as linhas, em vez de ser posicionado como ala, mas hoje é essa a única posição oferecida por Alonso.
Antes da partida, o treinador espanhol pediu paciência e argumentou que Estêvão teria oportunidades no momento certo. Em momentos anteriores, Alonso mencionou a intensidade e a exigência física como fatores que poderiam estar dificultando a busca do brasileiro por mais minutos. A atuação deste sábado enviou uma mensagem clara de que essas dificuldades não são obstáculos reais para que o ponta tenha mais chances.
Estêvão antes de jogo do Chelsea. Foto: IMAGO / Every Second Media
Nos primeiros toques na bola, o atacante da Seleção, sem ritmo de jogo, teve dificuldades. No primeiro, perdeu a posse de bola. No segundo, foi facilmente desarmado. Porém, tudo mudou no terceiro toque. Ele apareceu no meio, onde se sente mais confortável, e deu continuidade ao ataque. A partir desse momento, as ações começaram a fluir.
Ele fez bons passes, mostrou-se confiante e foi uma peça interessante no primeiro tempo. Um ponto a ser corrigido foi uma decisão equivocada em um lance: puxou um bom contra-ataque pela direita, entrou na área e, em vez de passar para Morgan Rogers, que estava livre, acabou optando por um chute fraco, de direita, que foi direto ao meio do gol.
Esses erros são “corrigíveis” para um jovem de 19 anos que já demonstrou que pode atuar em alto nível. Outros jogadores do Chelsea também já cometeram erros semelhantes e tiveram atuações insatisfatórias.
Estêvão não deve ter uma titularidade automática apenas por seu talento, mas merece um tempo de jogo que reflita isso. É fundamental que lhe sejam dadas oportunidades reais para mostrar todo o seu potencial.
No segundo tempo, sua atuação foi mais discreta, mas, aos 28 minutos, em um rápido contra-ataque do Chelsea, recebeu um bom passe de Cole Palmer, entrou na área e chutou forte, com a perna direita, para marcar seu gol. Contudo, o que poderia ser uma atuação espetacular foi frustrante, pois o VAR anulou o gol por impedimento. No final da partida, ainda tentou um chute de fora da área que foi defendido de forma brilhante por Senne Lammens.
O saldo da participação de Estêvão foi bastante positivo. Ele criou jogadas, movimentou-se bem, participou do jogo e se arriscou. O brasileiro precisa de regularidade em campo e lutar por seu espaço, pois permanecer no banco a maior parte do tempo, sem uma chance real de mostrar seu futebol, é um erro.
Como foi o embate entre Chelsea e Manchester United?
Bruno Fernandes reclama em jogo do Manchester United. Foto: IMAGO / Sportimage
O duelo entre Chelsea e Manchester United foi marcado por um primeiro tempo animado, aberto e com oportunidades para ambas as equipes. Blues e Red Devils se alternaram no domínio da partida, e até dois gols — de Estêvão e Matheus Cunha — foram invalidados por impedimento, sendo que os visitantes tiveram as chances mais claras.
No começo do segundo tempo, o primeiro gol finalmente saiu. Morgan Rogers fez uma bela jogada individual, contornou o vulnerável sistema defensivo do United e marcou um golaço, de cavadinha. Após o intervalo, o Chelsea tomou conta do jogo, especialmente após a expulsão descabida de Lisandro Martínez aos 18 minutos. O argentino cometeu pênalti ao empurrar Fofana em uma disputa aérea, e Cole Palmer converteu, ampliando o placar.
Com 2 a 0 no marcador, o Chelsea controlou a partida, sem sofrer grandes perigos. Para o Manchester United, a derrota acentua ainda mais a crise e a demissão de Michael Carrick parece se aproximar.
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