Dois novos veículos se juntam à frota que atendeu mais de 12,6 mil chamados no primeiro semestre de 2026.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) em Porto Velho recebeu recentemente duas novas ambulâncias, que visam reforçar a capacidade de atendimento na cidade. Esses veículos foram encaminhados ao município pelo Ministério da Saúde e agora estão sob a administração da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa).
Para que possam ser utilizados, as ambulâncias devem passar pelos procedimentos de tombamento e sua incorporação ao patrimônio da cidade. Equipadas para situações de urgência e emergência, as novas unidades dispõem de aspirador portátil de secreções, oxímetro portátil e Desfibrilador Externo Automático (DEA).
“Nós somos uma cidade continental, geograficamente falando. Temos muitos distritos a atender, temos uma cidade espalhada e precisamos que todas as autoridades e os poderes enxerguem isso para nos assistir dessa maneira”, afirmou o prefeito Léo Moraes.
Demanda pelo serviço
Nos primeiros seis meses de 2026, o SAMU registrou 12.645 chamadas, resultando em 8.294 atendimentos realizados por viaturas. As ocorrências clínicas foram as mais frequentes, somando 4.282 atendimentos, seguidas por traumas, que contabilizaram 2.856 registros. Além disso, ocorreram 1.379 atendimentos relacionados a acidentes de trânsito.
A secretária municipal de Saúde, Sandra Cardoso, destacou que a chegada dos novos veículos, aliados à capacitação das equipes, é fundamental para aprimorar a resposta às solicitações de socorro.
“Nosso objetivo desde o começo da gestão é diminuir o tempo-resposta no atendimento. Com uma ambulância nova e uma equipe bem treinada e disposta, a gente consegue fazer a qualidade do serviço acontecer na ponta.”
Frota reforçada
Com a adição das duas novas ambulâncias, o SAMU agora conta com um total de oito unidades. Esse reforço garante que haja veículos disponíveis mesmo quando alguma unidade necessita de manutenção ou enfrenta problemas mecânicos.
O médico e coordenador do SAMU, João Batista da Silva Oliveira, ressalta que a operação intensa demanda uma frota sempre disponível.
“Durante 24 horas de plantão, elas praticamente não param. Então, se não tivermos um quantitativo de ambulâncias que possa suprir um momento de ausência, uma falha, uma quebra ou uma manutenção, essas novas ambulâncias vêm para ajudar nessa reposição.”
A Prefeitura está em busca de novos recursos para expandir a estrutura do atendimento pré-hospitalar no município, considerando a inclusão de mais ambulâncias e a ampliação do programa de motolâncias.
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