A guerra no Oriente Médio completa, neste domingo (7), 100 dias sem que um acordo definitivo tenha sido firmado entre as partes. Em meio a diversas violações do cessar-fogo, as negociações seguem em impasse, enquanto Donald Trump afirma que Washington e Teerã estão muito próximos de assinar um entendimento.
Em entrevista à NBC News, Trump declarou que o principal obstáculo para o fechamento do acordo é o programa nuclear iraniano.
Segundo ele, o Irã já teria concordado em não desenvolver uma arma nuclear no futuro, mas Trump considera que ainda faltam garantias suficientes contra a possibilidade de o país adquirir urânio enriquecido por outros meios.
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O cenário das negociações é marcado por versões contraditórias. Enquanto os americanos afirmam manter contato diário com os iranianos, Teerã nega estar em conversações diretas com Washington e diz ainda avaliar propostas.
“De novo Donald Trump aumentando as expectativas para um acordo, um acordo que realmente não é fácil. São negociações que costumam levar meses, às vezes até anos”, destacou a correspondente da CNN em Washington, Mariana Janjácomo, ao analisar o impasse.
Trump também voltou a tratar da questão do urânio já enriquecido no Irã. Ele afirmou que, em caso de acordo, os Estados Unidos ajudariam a localizar e destruir esse material. Caso contrário, ameaçou intensificar os ataques às instalações militares iranianas com o mesmo objetivo.
Paralelamente, Trump amenizou o tom em relação ao novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, descrevendo-o como uma liderança “mais jovem e mais racional” do que a anterior, embora tenha se recusado a confirmar se sabe onde ele se encontra atualmente.
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