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Terça-feira, 15 de Setembro de 2026

Justiça

Expectativa de nova queda da Selic marca reunião do Copom

O comitê se reúne por dois dias para decidir sobre a taxa básica de juros da economia, com o mercado antecipando uma redução de 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano.

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Expectativa de nova queda da Selic marca reunião do Copom
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A partir desta terça-feira (15), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) dá início à sexta reunião de 2026, cujo objetivo é definir a taxa básica de juros, conhecida como Selic.

A reunião, que se estende por dois dias, se encerrará amanhã, e as expectativas do mercado, em um cenário de controle da inflação, indicam uma redução da Selic dos atuais 14% para 13,75% ao ano.

Atualmente, a Selic se encontra em 14% ao ano, o que representa o menor nível registrado em 2026, após uma série de cortes realizados pelo Copom desde março.

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Em relação aos outros índices que são acompanhados pelo mercado financeiro, observou-se uma queda nas projeções para a inflação em 2026, que passou de 5% na semana anterior para 4,9%.

Quatro semanas atrás, a expectativa do mercado financeiro era de uma inflação de 5,02% ao fim do ano.

PIB e dólar

No que diz respeito à economia, o mercado estima um crescimento de 1,89% para 2026. Na semana passada, a expectativa era de que o Produto Interno Bruto brasileiro (PIB) encerrasse o ano em 1,93%, enquanto há quatro semanas, a projeção era de 1,98%.

As expectativas do mercado para o câmbio permanecem inalteradas, apontando que o dólar deve fechar 2026 cotado a R$ 5,20, um valor que vem sendo projetado há 13 semanas consecutivas.

Selic

A Selic é a taxa básica de juros utilizada nas transações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional e serve como referência para as demais taxas no mercado. É o principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação.

Quando o Copom decide aumentar a taxa básica de juros, seu objetivo é conter a demanda aquecida. Juros mais altos aumentam o custo do crédito, incentivam a poupança e aliviam as pressões sobre os preços.

Por outro lado, taxas de juros elevadas podem dificultar o crescimento econômico. Além da Selic, os bancos levam em conta aspectos como risco de inadimplência, custos administrativos e margem de lucro ao estabelecer as taxas cobradas dos consumidores.

Uma redução na Selic geralmente resulta em crédito mais barato, o que beneficia o consumo e os investimentos, impulsionando a atividade econômica.

O Copom se reúne a cada 45 dias. No primeiro dia do encontro, são apresentadas análises técnicas sobre a evolução e as perspectivas das economias, tanto brasileiras quanto globais, além do comportamento do mercado financeiro.

No segundo dia, os membros do comitê avaliam os cenários e decidem o nível da taxa básica de juros.

Meta

Com o sistema de meta contínua, que está em vigor desde janeiro de 2025, foi estabelecida pelo CMN uma meta de inflação de 3%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Assim, os limites são de 1,5% para o inferior e 4,5% para o superior.

Apesar de as estimativas de inflação do mercado continuarem apontando para uma tendência de queda, elas permanecem acima do teto da meta para 2026, o que continua sendo uma preocupação para o Banco Central ao determinar os rumos da política monetária.

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