A jornalista e apresentadora Fátima Bernardes, 64, refletiu sobre uma fase transformadora da maternidade: o momento em que os filhos crescem, saem de casa e passam a conduzir a própria vida. O tema foi abordado no quinto episódio do programa “Na Palma da Mari: Entre Mulheres”, apresentado por Mari Palma.
Durante o bate-papo, que também contou com a presença de Bia Bonemer, filha de Fátima, a jornalista falou sobre o impacto da relação entre mãe e filha, descrevendo a sensação ambígua de chegar em casa e encontrá-la vazia.
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“Tem dias que você chega e fala: ‘ai, queria tanto a casa cheia hoje’. Aí tem dias que você chega e fala: ‘ai, que bom que não tem ninguém, eu não preciso falar nada'”, disse Fátima, reconhecendo que os dois sentimentos coexistem na rotina de uma mãe.
Missão cumprida
Ao refletir sobre o que representa o sucesso na maternidade, Fátima foi direta: “A minha maior satisfação é ver que eu criei três pessoas que são capazes de estarem sozinhas no mundo, dando conta da vida delas, trabalhando, cuidando do que elas querem para o futuro”, afirmou. Para ela, essa conquista traz um alívio profundo e a percepção de que sua missão está cumprida. “O resto é só prazer”, completou.
Fátima também destacou a importância de cada mãe se reconectar com seus próprios desejos após essa fase. “Eu recomendo que comece a pensar individualmente o que te faz bem, do que gosta”, disse. Ela reconheceu que, no seu caso, nunca precisou abandonar o trabalho, o que lhe deu um ponto de apoio ao longo dos anos.
Independência como motivo de orgulho
O tema da independência dos filhos também gerou reflexão entre as participantes. Mari Palma mencionou a ideia clássica da mãe que se sente ofendida quando o filho diz que não precisa mais dela, questionando se encarar isso como sucesso pode ser difícil.
Fátima respondeu que se trata de “motivo de muito orgulho” e ressaltou a importância de os filhos terem ferramentas emocionais para estarem sozinhos no mundo. Como exemplo, a jornalista citou que uma de suas filhas aprecia ficar sozinha em casa, mesmo na ausência do namorado. “Isso é muito bom”, concluiu.
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