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Sexta-feira, 18 de Setembro de 2026

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Governo cortará gastos na Previdência por Bolsa Família, diz Durigan à CNN

Ministro da Fazenda diz que governo vai detalhar em 24 de setembro quais despesas serão reduzidas para abrir espaço no Orçamento

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Governo cortará gastos na Previdência por Bolsa Família, diz Durigan à CNN
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O governo federal vai reduzir despesas previdenciárias para abrir espaço no Orçamento e bancar o reajuste do Bolsa Família. A informação foi dada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, em entrevista à CNN nesta sexta-feira (18).

Segundo Durigan, o governo vai apresentar no dia 24 de setembro quais despesas da Previdência poderão ser reduzidas para acomodar o aumento ainda em 2026. A mesma lógica deverá ser aplicada ao Orçamento de 2027.

“O que nós vamos mostrar no dia 24 é de onde vai sair esse recurso. Nós vamos mostrar quais despesas previdenciárias vão ser retiradas para poder fazer esse espaço”, afirmou o ministro.

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O reajuste de 15,04% começa a valer em outubro. O benefício mínimo passará de R$ 600 para R$ 691, enquanto o valor médio estimado subirá de R$ 675 para R$ 777. O impacto fiscal previsto é de R$ 5,8 bilhões em 2026 e de aproximadamente R$ 22,7 bilhões em 2027.

A equipe econômica já havia informado que o espaço para o reajuste deste ano seria obtido principalmente a partir de sobras de recursos da Previdência. Segundo o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, a redução de despesas ocorreu, entre outros fatores, após a diminuição da fila de pagamentos do INSS.

Para 2027, porém, o impacto é maior. O projeto de Orçamento enviado pelo governo ao Congresso ainda não contemplava o novo valor do Bolsa Família. Por isso, a proposta terá de ser ajustada para incorporar a despesa adicional.

Durigan afirmou que o reajuste não significa, na avaliação do governo, um aumento global das despesas. A estratégia, segundo ele, é remanejar recursos dentro do próprio Orçamento e manter a trajetória fiscal apresentada pela equipe econômica.

A atualização dos benefícios foi estabelecida por decreto publicado em 17 de setembro. O governo afirma que o percentual corresponde à recomposição da inflação acumulada pelo INPC entre março de 2023 e agosto de 2026.

FONTE/CRÉDITOS: gabrielbosa
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