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Segunda-feira, 31 de Agosto de 2026

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Feijão e mandioca: como itens tão brasileiros influenciaram na cesta básica

De olho na demanda de fim de ano produtores de mandioca restringem as vendas a espera de novas altas; já para o feijão a colheita da terceira safra trouxe um alívio para o consumidor

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Feijão e mandioca: como itens tão brasileiros influenciaram na cesta básica
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Dois ingredientes brasileiríssimos tem exercido movimentos opostos sobre o orçamento do consumidor e na dinâmica de comercialização.

Levantamento feito pela Abras (associação Brasileira dos Supermercados) mostra que a farinha de trigo ficou 0,54% mais cara em julho, influenciando o preço da cesta básica.

De acordo com o monitoramento feito no campo pelo Cepea (Centro de Estudos em Economia Aplicada) esse movimento de alta no preço da farinha, e da mandioca (também conhecida como aipim ou macaxeira) pode estar apenas começando. É que a raiz tende a ficar mais valorizada por causa da demanda das festas de fim de ano.

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A oferta de mandioca nas regiões monitoradas pelo Cepea permanece abaixo das necessidades do setor. De acordo com os pesquisadores produtores têm demonstrado pouco interesse em comercializar lavouras de primeiro ciclo, apostando em novas altas. E por isso restringem o volume de entregas.

Do lado comprador, a indústria opera com firmeza diante da necessidade de recompor os estoques para atender o aumento do consumo esperado para o fim do ano.

Feijão em alta

Enquanto o mercado de mandioca mantem a trajetória de alta devido ao descompasso de oferta e demanda, o mercado de feijão busca a estabilização.

O feijão-carioca quase dobrou de valor em 2026, depois de meses consecutivos de alta. Agora, dados do Cepea mostram que o avanço da colheita da terceira safra elevou a oferta do grão no mercado pressionando as cotações pelo terceiro mês seguido.

Esse movimento, visto como de acomodação, encontrou resistência nos últimos dias de agosto. Os produtores passaram a restringir as vendas diante das baixas acumuladas.

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De acordo com os pesquisadores do Cepea, os compradores mantem a postura cautelosa, reduziram o ritmo de negociações resistindo a pagar patamares mais elevados. Porém a firmeza dos produtores em limitar as vendas acabou por equilibrar o mercado na reta final de agosto. O feijão-carioca deve cair de preço as em ritmo bem mais lento que o observado nos últimos três meses.

Para o feijão-preto, o cenário é de maior sustentação e estabilidade.  A entressafra e a retração geral na oferta da temporada reduziram a disponibilidade de lotes, enquanto a procura se concentrou em produtos de melhor qualidade.

FONTE/CRÉDITOS: julianacamargo
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