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Viktor Gyökeres deixou o Arsenal em um período de incertezas e retornou da seleção sueca com um contexto totalmente alterado. Após uma sequência de cinco partidas sem balançar as redes pelos Gunners, o atacante marcou quatro vezes em quatro jogos pela Suécia durante a Data Fifa, além de se tornar o único jogador a marcar em sete partidas seguidas da Nations League.
Essa sequência ajudou a restaurar sua confiança, mas também reacendeu uma discussão relevante sobre sua adaptação ao Arsenal. Desde sua chegada a Londres, uma das principais perguntas era como tirar proveito de suas corridas em profundidade em um modelo de jogo mais posicional. Com a seleção, Gyökeres teve a oportunidade de atuar em situações que melhor utilizam suas habilidades.
Espaço para Gyökeres na Suécia
Os quatro gols foram anotados de maneiras distintas. No jogo contra a Romênia, Gyökeres aproveitou rapidamente uma sobra na área. Frente à Polônia, ele apareceu no segundo poste para concluir um cruzamento. Diante da Bósnia e Herzegovina, atacou o espaço, recebeu em avanço e finalizou com força. O comum em todas essas jogadas foi a liberdade que teve para se movimentar e atacar a defesa de frente.
A diferença em relação ao Arsenal é significativa. Antes da pausa para a Data Fifa, o sueco havia jogado apenas 15 minutos contra o Manchester City, 12 contra o Chelsea e 17 na derrota por 3 a 0 para o Brighton. Kai Havertz se firmou como a opção favorita de Mikel Arteta no ataque, gerando mais questionamentos sobre o lugar de Gyökeres na equipe.
Viktor Gyökeres durante Ipswich x Arsenal pela Copa da Liga (Foto: Tiego Grenho/IMAGO / Every Second Media)
Como dois atacantes explicam a diferença com o Arsenal
A seleção sueca tem utilizado Gyökeres em parceria com outro atacante. Ele atuou ao lado de Alexander Isak contra a Romênia, enquanto Benjamin Nygren jogou com ele diante da Polônia; Besfort Zeneli também formou dupla de ataque em outras partidas. Essa formação permite que Gyökeres divida a atenção da defesa adversária, explore espaços com mais liberdade e evite a solidão como única referência central.
No Arsenal, a abordagem é distinta. Arteta frequentemente opta por apenas um centroavante, com Martin Odegaard operando como camisa 10, função que Max Dowman também desempenhou. O elenco conta com jogadores como Havertz e Mikel Merino que poderiam formar uma dupla, mas a estrutura habitual dos Gunners não contempla dois atacantes fixos.
A lesão muscular de Havertz enquanto jogava pela Alemanha pode proporcionar a Gyökeres mais minutos ao retornar a Londres. Contudo, isso não implica que Arteta deva adotar o sistema sueco ou renunciar ao modelo que levou o Arsenal ao título inglês. Porém, os quatro gols fornecem uma indicação clara sobre as condições que favorecem o desempenho do atacante.
No time sueco, Gyökeres joga com apoio, encontra mais espaço para atacar em velocidade e passa menos tempo fixo entre os zagueiros. O desafio do Arsenal agora é adaptar parte dessas condições ao seu modelo. A seleção sueca já apresentou uma forma de maximizar o potencial do atacante, e Arteta precisa descobrir quanto dessa fórmula pode ser incorporado no Emirates.
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