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Quarta-feira, 03 de Junho de 2026

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Fósseis inéditos de estranhos pelicossauros são encontrados no Piauí

Descoberta marca o primeiro registro desses animais no Brasil e no antigo supercontinente Gonduana; registros têm 280 milhões de anos

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Fósseis inéditos de estranhos pelicossauros são encontrados no Piauí
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Os primeiros fósseis de pelicossauros do Brasil foram encontrados no interior do Piauí por uma equipe coordenada pelo professor da Universidade Federal do Piauí (UFPI), Juan Carlos Cisneros.

A descoberta foi divulgada em artigo publicado na revista científica Journal of Vertebrate Palaeontology.

Dois fósseis foram localizados em 2018. Um osso maxilar foi encontrado em Nazária (PI) e uma vértebra em Palmeirais (PI). Segundo o estudo, os registros têm cerca de 280 milhões de anos e datam do Período Permiano, na Era Paleozoica.

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“Os pelicossauros eram componentes importantes dos ecossistemas pretéritos. Eles foram os primeiros vertebrados herbívoros e carnívoros de grande porte nos ambientes terrestres, o que pavimentou o caminho para os nossos modernos ecossistemas, onde hoje predominam mamíferos com essas características. Até hoje, os pelicossauros tinham sido apenas descobertos na América do Norte e na Europa”, explicou o professor e paleontólogo Juan Carlos Cisneros.

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Os animais viveram no mesmo período da Floresta Fóssil do Rio Poti, em Teresina. Segundo o pesquisador, o estudo levou anos para ser concluído.

“A pandemia atrasou um pouco, mas também é que temos muitos fósseis sendo estudados. Os estudos são complexos, sempre demoram meses ou anos. É necessário viajar, visitar outros museus para comparar com os fósseis encontrados em outras partes do mundo”, afirmou.

Na esquerda, o fóssil de maxilar e, na direita, o fóssil de vértebra • Divulgação

De acordo com Cisneros, o achado representa um registro inédito para o antigo supercontinente Gonduana, que reunia terras do Hemisfério Sul.

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A equipe também contou com os pesquisadores Kenneth D. Angielczyk, Jörg Fröbisch, Christian F. Kammerer, Roger M. H. Smith, Claudia A. Marsicano, Jason D. Pardo e Martha Richtr.

A pesquisa teve apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Prefeitura de Nazária.

FONTE/CRÉDITOS: thomaz.sousa
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