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O furacão Simon perdeu força durante a manhã desta segunda-feira (12) e foi rebaixado para a categoria 2. Ele se desloca ao largo da costa oeste do México com ventos sustentados de 175 quilômetros por hora, situando-se a 90 quilômetros a sudoeste de Cabo Corrientes, no México.
A informação foi divulgada no boletim atualizado do NHC (Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos, na sigla em inglês) às 11h, no horário de Miami.
Mesmo assim, um idoso morreu no estado de Guerrero, conforme confirmado pela coordenadora nacional de Defesa Civil do México, Laura Velázquez, durante a coletiva de imprensa da presidente Claudia Sheinbaum.
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A mandatária relatou o impacto do furacão nas últimas horas: “Até agora não há danos, ou são menores; onde poderia ter havido danos maiores — embora não tenha sido como se esperava — é em Guerrero; em Colima houve alguns danos, e [houve] o efeito da tempestade Rachel na Baixa Califórnia, onde de fato houve maiores impactos”.
O furacão está provocando chuvas intensas e ventos fortes ao longo de partes da costa do estado de Jalisco na manhã de segunda-feira.
Espera-se que a situação permaneça assim até a madrugada desta terça-feira (13), enquanto Simon continua enfraquecendo lentamente e avançando em direção ao noroeste, bem próximo à costa.
O chefe do Serviço Meteorológico Nacional, Fabián Vázquez Romaña, informou que se espera uma diminuição das chuvas, embora o ciclone continue muito próximo da costa.
De acordo com as projeções do NHC, os ventos e as chuvas de Simon também se estenderão às áreas costeiras do estado de Nayarit nesta segunda e a partes do estado de Sinaloa na terça.
Para a tarde de terça-feira, prevê-se que Simon mude sua trajetória mais para o nordeste e comece a se dirigir para o sul do estado de Sinaloa.
Previsão da trajetória do furacão Simon ao largo da costa oeste do México, na segunda-feira às 7h, horário de Miami • Centro Nacional de Furacões dos EUA.
Além disso, é esperado que a tempestade atinja a costa na noite de quarta-feira (14), perto de Mazatlán, no estado de Sinaloa, como um furacão de categoria 1.
No entanto, o ponto exato de chegada à terra e o momento podem mudar devido à complexidade da previsão de sua trajetória.
Furacão Simon deve causar chuvas, mesmo enfraquecido
Independentemente do local exato onde a tempestade atingir a costa, as áreas litorâneas continuarão sofrendo o impacto das fortes chuvas, ventos intensos, maré de tempestade e mar agitado e perigoso causados pelo Simón até meados da semana.
Espera-se precipitação generalizada entre 100 e 150 mm ao longo da costa de Jalisco, mas algumas áreas ao sul de Puerto Vallarta podem registrar mais de 300 mm de chuva, especialmente nas regiões montanhosas.
Prevê-se um volume total de chuva entre 50 e 100 mm na zona costeira continental de Nayarit, mas as ilhas do estado podem registrar mais de 300 mm de chuva à medida que o Simon passar muito perto, entre a noite de segunda-feira e a madrugada de terça-feira.
Algumas partes da costa de Sinaloa podem receber mais de 150 mm de chuva.
É possível que ocorram inundações repentinas perigosas em qualquer uma dessas áreas, mas, nas zonas de maior altitude, podem ocorrer deslizamentos de terra que coloquem vidas em risco.
As áreas costeiras sofrerão os ventos mais fortes do furacão, capazes de derrubar árvores e linhas de transmissão de energia.
Os ventos de Simon também empurrarão a maré de tempestade em direção à costa — especialmente na madrugada de segunda-feira, enquanto o sistema se agita perto do litoral de Jalisco, e na noite de quarta-feira, à medida que se aproxima de tocar o solo em Sinaloa.
Simon atingiu sua intensidade máxima como um furacão de categoria 4, com ventos de 250 km/h, na madrugada de domingo (11), após intensificar-se rapidamente durante o fim de semana.
A intensificação rápida ocorre quando os ventos de uma tempestade aumentam pelo menos 56 km/h em 24 horas ou menos, e esse fenômeno está se tornando mais frequente à medida que o mundo aquece devido à poluição por combustíveis fósseis.
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