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Grand Slams encerram tradição de 150 anos do backhand de uma mão; entenda

Derrota do grego Tsitsipas para Ben Shelton no US Open encerra sequência iniciada em 1877 e reforça o declínio de um dos golpes mais tradicionais do esporte

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Grand Slams encerram tradição de 150 anos do backhand de uma mão; entenda
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O tênis vive um momento histórico. Pela primeira vez desde a criação de Wimbledon, em 1877, nenhum jogador que utiliza o backhand de uma mão chegará às semifinais de um Grand Slam na mesma temporada.

A marca foi encerrada neste domingo (6), no US Open. Último representante do golpe entre os jogadores ainda vivos na chave, Stefanos Tsitsipas foi derrotado pelo norte-americano Ben Shelton por 6-2, 6-3 e 6-4.

Até 2025, pelo menos um tenista com o backhand de uma mão havia alcançado a semifinal de um dos quatro grandes torneios do ano. A sequência atravessou diferentes eras do esporte e sobreviveu à transformação das raquetes, das superfícies e do estilo de jogo.

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Tsitsipas era a última esperança

Tsitsipas chegou à quarta rodada do US Open como o último jogador de backhand de uma mão ainda na disputa. O grego precisava avançar até a semifinal para manter a tradição viva por mais uma temporada.

A missão, porém, terminou diante de Shelton. O norte-americano dominou o confronto em Nova York e fechou a partida em três sets, sem permitir que Tsitsipas encontrasse uma reação.

O resultado também encerra uma trajetória recente de protagonismo do golpe. Roger Federer foi seu principal símbolo na era moderna, enquanto nomes como Stan Wawrinka, Grigor Dimitrov, Dominic Thiem, Tsitsipas e Lorenzo Musetti ajudaram a mantê-lo presente entre os melhores.

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Por que o golpe perdeu espaço?

O backhand de duas mãos se tornou dominante no tênis profissional por oferecer maior estabilidade e controle, principalmente diante da velocidade e do peso das bolas no circuito atual.

A evolução das raquetes e das cordas também favoreceu essa mudança. O equipamento moderno permite gerar mais potência e topspin, fazendo com que a bola quique mais alto e dificulte a resposta com apenas uma mão.

A própria dinâmica das partidas contribuiu para a transformação. Com trocas de fundo de quadra cada vez mais intensas, os jogadores precisam responder rapidamente a bolas pesadas e altas. O golpe de duas mãos oferece mais apoio para absorver essa força.

Federer virou símbolo de uma era

O suíço Roger Federer ajudou a transformar o backhand de uma mão em uma das imagens mais marcantes do tênis moderno. Seu golpe era utilizado tanto para atacar quanto para variar o ritmo das trocas, além de permitir diferentes efeitos e aproximações à rede.

Federer, porém, pertence a uma geração na qual o movimento ainda tinha presença significativa entre os profissionais. Hoje, o número de jogadores que utilizam o golpe no alto nível caiu de forma acentuada.

O italiano Lorenzo Musetti é um dos principais representantes da técnica na atualidade. O tenista ficou conhecido pela variedade e pela estética do golpe, mas passou a integrar um grupo cada vez menor no circuito.

A queda de Tsitsipas não significa que o backhand de uma mão tenha desaparecido do esporte. O golpe ainda faz parte do repertório de alguns profissionais e continua sendo utilizado por jogadores em diferentes níveis.

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FONTE/CRÉDITOS: gabrielteles

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