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Terça-feira, 02 de Junho de 2026

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Groenlândia “não está à venda”, diz Macron ao lado do premiê da ilha

Presidente da França defendeu posição dos moradores da região em decisões sobre o futuro

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Groenlândia “não está à venda”, diz Macron ao lado do premiê da ilha
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O presidente da França, Emmanuel Macron, expressou apoio à Groenlândia ao lado dos premiês da Dinamarca e da ilha do Ártico.

“A Groenlândia não está à venda, nem deve ser tomada. Os groenlandeses decidirão o seu futuro”, disse Macron em groenlandês, segundo uma tradução oficial.

Mudando para o dinamarquês, o presidente francês acrescentou que a “França continuará unida ao Reino da Dinamarca”.

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O líder da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, e a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, estiveram em Paris para se encontrar com Macron para reforçar o apoio ao esforço do presidente dos EUA, Donald Trump, para assumir o controle da ilha ártica que é território dinamarquês há séculos.

Macron disse que a França partilha a opinião de que é necessário reforçar a defesa no Ártico.

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Entenda a crise na Groenlândia

O presidente dos EUA, Donald Trump, reforçou as ameaças sobre anexar a Groenlândia, uma ilha ártica semiautônoma controlada pela Dinamarca.

Ele argumenta que o território é fundamental para a estratégia militar americana, já que fica na rota mais curta da Europa para a América do Norte, o que a tornaria vital para um sistema de alerta de mísseis balísticos dos EUA.

Os EUA querem instalar radares na ilha para monitorar as águas entre a Groenlândia, a Islândia e o Reino Unido, utilizadas por navios da marinha russa e submarinos nucleares.

Mas as ameaças do líder americano têm afetado diretamente a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), aliança militar entre países que tanto os EUA quanto a Dinamarca fazem parte.

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“Se os EUA optarem por atacar militarmente outro país da Otan, então tudo para, incluindo a própria aliança militar e, consequentemente, a segurança que foi estabelecida desde o fim da Segunda Guerra Mundial”, disse a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen.

Enquanto Trump não descarta o uso de força para conquistar a Groenlândia, alguns países europeus enviaram um pequeno número de militares para a ilha para participar de exercícios conjuntos com a Dinamarca.

Após o envio dessas tropas, o presidente dos EUA disse que vai impor tarifas contra importações de seus próprios aliados — incialmente, de 10%, mas que podem chegar a 25%.

Entenda a história da Groenlândia e por que Trump quer a ilha

FONTE/CRÉDITOS: Giovanna Csiszar
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