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Terça-feira, 02 de Junho de 2026

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Henry Borel: Jairinho admite “dar banda” em menino durante “brincadeiras”

Ex-vereador afirmou que costumava "brincar" assim também com o próprio filho; expressão se refere a uma ação semelhante a uma rasteira

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Henry Borel: Jairinho admite “dar banda” em menino durante “brincadeiras”
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Durante interrogatório no julgamento da morte de Henry Borel, nesta terça-feira (2), o ex–vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, afirmou que já “deu banda” em Henry durante brincadeiras.

A expressão se refere a uma ação semelhante a uma rasteira. Ele disse que fazia isso segurando o menino pelo braço e afirmou que familiares de Monique Medeiros presenciaram as situações.

“Eu já brinquei de dar banda no Henry sim”, declarou. O réu afirmou ainda que também brincava da mesma forma com o próprio filho e negou que as situações ocorressem escondidas.

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“Não foi escondido”, disse. Durante o depoimento, Jairinho também afirmou que raramente ficava sozinho com Henry. “Eu nunca levei o Henry nem pra comprar uma bala sozinho”, afirmou.

Segundo ele, o único dia de que se recorda ter permanecido com Henry sem Monique foi quando também estavam presentes a babá e a empregada doméstica.

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Choro durante julgamento

Jairinho chorou ao olhar uma foto do sobrinho Theo, filho de sua irmã, com TEA (Transtorno do Expecto Autista). Durante o início do depoimento, ele falou sobre a relação com o menino e afirmou que os dois são muito apegados.

As perguntas estão sendo conduzidas por uma advogada da equipe de defesa do réu. Monique Medeiros não está presente no plenário durante o interrogatório de Jairinho.

Monique culpa Jairinho e cita rotina de ciúmes e controle

Ao longo do interrogatório, Monique Mederios afirmou que o comportamento de Jairinho mudou gradualmente e que, inicialmente, interpretava determinadas atitudes como demonstrações de cuidado. Ela relatou episódios de ciúmes, controle e violência durante o relacionamento.

Segundo ela, os dois se conheceram em agosto de 2020, por meio do Instagram, e começaram a se relacionar após o período eleitoral daquele ano.

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Monique afirmou que o controle começou quando Jairinho pediu acesso à sua localização em tempo real. De acordo com o relato, ela acreditava que aquilo era uma demonstração de preocupação. Com o passar do tempo, segundo a ré, o então vereador passou a controlar amizades, roupas e publicações nas redes sociais.

“Não gostava que eu conversasse com homens nem que publicasse fotos de biquíni”, afirmou. Ainda segundo Monique, Jairinho dizia que, por ser um homem “politicamente exposto”, ela precisava mudar a forma de se vestir.

A ré declarou também que chegou a acreditar que o ex-vereador havia grampeado seu telefone, porque ele parecia saber detalhes sobre sua rotina, os lugares que frequentava e até as roupas que usava.

FONTE/CRÉDITOS: thomaz.sousa
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