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Terça-feira, 23 de Junho de 2026

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Waack: Voto na América do Sul reflete rejeição a governantes

As direitas, como demonstram Argentina e Chile, que se preparem: não tem mais lua de mel com eleitorado algum

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Waack: Voto na América do Sul reflete rejeição a governantes
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É sempre bom tomar cuidado com as aparências. Elas costumam enganar. Aparentemente a América do Sul mudou de cor política e hoje é “de direita”. Não importa como se queira definir “direita” em lugares diferentes entre si como Argentina e Colômbia – o mais novo país integrante desse clube.

Nas aparências o sinal da posição ideológica de governos se inverteu de um lado para o outro. Mas cuidado com essa aparência.

O principal fator comum em todas essas mudanças é uma profunda insatisfação com a situação econômica em geral, a criminalidade, o ambiente de negócios ruim, a armadilha da renda cujo crescimento é sempre prometido e nunca realizado e isso se vira invariavelmente contra quem está no poder.

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As direitas, como demonstram Argentina e Chile, que se preparem: não tem mais lua de mel com eleitorado algum.

Outra aparência também engana: a de que uma América do Sul governada por presidentes simpáticos ao presidente americano, Donald Trump, garante uma boa relação com a super potência.

Mas a nova ou velha direita que se cuide: a nova doutrina de segurança nacional da Casa Branca – a tal doutrina Donroe – põe os interesses americanos em primeiro lugar.

Existem para Trump amigos de direita? Seria o caso dos novos governantes pedirem conselhos a chefe de governo da Itália, Giorgia Meloni, que vem da direita, e passou a xingar Trump.

Por isso é bom não se enganar.

Para a Casa Branca a importância desta parte do mundo é ser exportadora de recursos naturais e de crime transnacional. Tanto faz se somos de direita ou de esquerda.

FONTE/CRÉDITOS: fernandaandrade
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