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Terça-feira, 28 de Julho de 2026

Política

Hildon Chaves critica modelo de saúde baseado na "ambulancioterapia" e defende gestão mais eficiente

Pré-candidato ao Governo de Rondônia afirma que é preciso reorganizar a rede pública de saúde, ampliar a telemedicina e aproximar os serviços da população para reduzir o deslocamento de pacientes.

Jenyffer Diógenes
Por Jenyffer Diógenes
Hildon Chaves critica modelo de saúde baseado na
Asessória
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O ex-prefeito de Porto Velho e pré-candidato ao Governo de Rondônia, Hildon Chaves (Federação União Progressistas), fez duras críticas à condução da saúde pública no Estado e classificou como "ambulancioterapia" o constante deslocamento de pacientes entre municípios em busca de atendimento especializado.

Segundo Hildon, a população enfrenta diariamente longas viagens para conseguir assistência médica, situação que, para ele, demonstra a falta de planejamento e de soluções estruturais para o sistema de saúde.

"Todos os dias presenciamos esse 'vai pra cima, vai pra baixo' de pacientes, essa falta de respeito com as pessoas. É obrigação do gestor público tirar a bunda da cadeira e ir atrás de soluções", declarou.

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O pré-candidato afirmou que uma gestão eficiente deve ir além da divulgação de números de atendimentos e concentrar esforços na resolução dos problemas enfrentados pela população.

"Na saúde, mais importante do que simplesmente saber quantas consultas foram realizadas, é preciso entender por que tantas pessoas ainda precisam percorrer centenas de quilômetros até Porto Velho em busca de atendimento. Uma boa gestão não administra números, ela resolve problemas e, principalmente, cuida das pessoas", afirmou. "Chega de tanto sofrimento. Nosso povo está cansado."

Hildon também defendeu uma atuação mais presente por parte dos gestores públicos, ressaltando que é necessário acompanhar de perto a realidade enfrentada pelos municípios.

"O fato é que muitas vezes acontecem coisas que a gente nem imagina, então precisamos tomar pé da situação. O prefeito, o governador, têm a obrigação de levantar a bunda da cadeira logo cedo e trabalhar, têm obrigação de saber o que está acontecendo e, a partir daí, dar o direcionamento para os secretários", declarou.

Na avaliação do pré-candidato, a reorganização da rede pública de saúde passa pelo fortalecimento dos municípios e por uma gestão mais eficiente dos recursos públicos.

"Temos que reorganizar a rede pública de saúde e dar condições aos municípios. Para fazer isso é preciso ter gestão", destacou.

Telemedicina como alternativa

Ao apresentar propostas para a área, Hildon relembrou a implantação do programa de telemedicina durante sua gestão à frente da Prefeitura de Porto Velho. A iniciativa foi desenvolvida em parceria com o Hospital Albert Einstein, de São Paulo, e realizou cerca de cinco mil atendimentos em 12 especialidades médicas.

O serviço beneficiou moradores dos bairros Maurício Bustani, Areal da Floresta e José Adelino, além dos distritos de Nazaré, Extrema e União Bandeirantes, oferecendo consultas em especialidades como cardiologia, pneumologia, pediatria e psiquiatria sem que os pacientes precisassem se deslocar para outras cidades.

"Levamos a telemedicina para dentro dos postos de saúde", relembrou. Segundo ele, a proposta é ampliar essa experiência para todo o Estado, levando atendimento especializado às regiões mais distantes.

Para Hildon, uma gestão eficiente exige participação ativa do gestor, acompanhamento permanente dos indicadores e cobrança de resultados.

"O gestor precisa conhecer os desafios, acompanhar os indicadores, cobrar resultados e participar das decisões mais importantes. Ele tem que saber tudo o que acontece. Foi assim que conduzi Porto Velho. Sempre fiz questão de estar presente, conversar com as equipes e acompanhar de perto o andamento das ações. Não acontecia nada na prefeitura que eu não soubesse", afirmou.

Ao concluir, o pré-candidato destacou que administrar o Estado exige preparo, liderança e capacidade de execução.

"Sempre tive a Prefeitura de Porto Velho na minha cabeça, e é assim que deve ser no Governo do Estado. A boa gestão não é sorte. É competência, preparo e muito trabalho. Os desafios não desaparecem sozinhos. Eles exigem liderança, planejamento e capacidade de execução. É isso que faz uma gestão eficiente."

FONTE/CRÉDITOS: Asessória
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