Os rebeldes Houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, manterão o cessar-fogo com os Estados Unidos enquanto Washington “cumprir seu compromisso de cessar a agressão” contra eles, afirmou um alto funcionário.
No mês passado, os Houthis retomaram o lançamento de mísseis balísticos e drones contra Israel em apoio ao Irã.
Até o momento, eles ainda não lançaram ataques contra navios no Mar Vermelho ou contra alvos americanos na região, afirmando que não pretendem fazer isso a menos que a guerra se intensifique.
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“Não há intenção de atacar nenhum país muçulmano, exceto em resposta a uma agressão contra o Iêmen“, afirmou o líder houthi Mohammed Ali al-Houthi em declarações comunicadas à CNN por meio do Ministério da Informação do grupo rebelde.
Ali al-Houthi acrescentou que o objetivo do grupo “é impedir que o Mar Vermelho seja usado militarmente contra qualquer país muçulmano”, observando que possui as capacidades militares para “protegê-lo”.
Os houthis controlam a maior parte da costa iemenita do Mar Vermelho. Por quase dois anos, até maio de 2025, eles atacaram navios comerciais que alegavam ter ligações com Israel, forçando muitas das principais companhias de navegação a abandonar uma das rotas comerciais mais movimentadas do mundo.
Caso a guerra se intensifique, no entanto, os Houthis sugeriram que poderiam fechar o Estreito de Bab el-Mandeb, na extremidade sul do Mar Vermelho.
Mapa ilustra Estreito de Ormuz e Estreito de Bab al-Mandab • CNN Brasil
Outro oficial houthi disse à CNN na semana passada que essa “é uma opção viável”.
Questionado se os Houthis atacariam os portos sauditas do Mar Vermelho, que Riad tem usado para contornar o Estreito de Ormuz, Ali al-Houthi disse que “não há intenção de fazer isso, contanto que a Arábia Saudita mantenha a política de desescalada e não se junte aos Estados Unidos e a Israel na escalada do conflito contra o nosso país”.
O Irã, que é um aliado próximo do grupo, tem atacado os estados árabes do Golfo que abrigam bases americanas na região.
Ali al-Houthi insistiu que a decisão de atacar Israel foi unilateral e que suas ações “não foram solicitadas por ninguém”.
Por que os Houthis, aliados do Irã no Iêmen, não entraram na guerra?
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