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Estrutura foi instalada na quarta-feira (4) e faz parte do projeto de retenção de resíduos nos canais e igarapés da capital
Uma segunda ecobarreira foi instalada em Porto Velho para ajudar na retenção de resíduos que são arrastados pela água nos igarapés. A nova instalação ocorreu no dia 4 de outubro, no igarapé do Botinha, em um trecho que liga o Parque da Cidade ao Porto Velho Shopping.
A instalação foi efetuada por equipes da Secretaria Executiva de Serviços Básicos (Sesb), que é vinculada à Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra). Antes da colocação do equipamento, o local passou por uma vistoria técnica que avaliou as condições do igarapé, confirmando a viabilidade da instalação.
Feita com rede malhadeira, cordas e galões plásticos doados pela empresa Dydyo, a ecobarreira se mantém flutuante com os galões, enquanto a rede é eficaz na retenção de garrafas, sacolas, embalagens e outros materiais que são levados pela água.
O gari Adrilson José Salgueiro Silva, que é servidor da Prefeitura há 25 anos, foi o responsável pela confecção da estrutura. Além de seu trabalho nas equipes de limpeza urbana, Adrilson utiliza suas habilidades adquiridas pela prática para criar peças e estruturas que são utilizadas em projetos municipais. Ele leva cerca de duas horas para finalizar cada ecobarreira com os materiais disponíveis.
RESULTADOS INICIAIS
A instalação da ecobarreira no igarapé do Botinha segue após a obtenção dos primeiros resultados da ecobarreira previamente instalada no igarapé Belmont, localizado na rua Silas Shockness, ao lado do Pocket Park Paneiro. Na limpeza realizada em outubro, quase 50 quilos de resíduos, incluindo garrafas PET, foram removidos e posteriormente enviados à Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis Catanorte.
Além de evitar que parte desse lixo siga pelo curso da água, a concentração dos resíduos em um único local torna mais fácil o recolhimento pelas equipes de limpeza e ajuda a identificar os tipos de lixo que chegam aos igarapés.
A experiência obtida no Belmont serviu como modelo para expandir o projeto, que está sendo desenvolvido por servidores da Sesb em colaboração com a Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados e de Desenvolvimento do Município de Porto Velho (ARDPV).
O prefeito Léo Moraes comentou que a iniciativa deverá se expandir para outras áreas da cidade, aumentando as ações de retenção de resíduos nos canais e igarapés.
“Nosso objetivo é instalar dez ecobarreiras nesta primeira etapa, em locais estratégicos da cidade. Começamos pelo Belmont, agora estamos no Botinha e planejamos levar essa estrutura para outros canais que também recebem resíduos. É um trabalho que precisa ser contínuo, tanto na instalação quanto na limpeza dos equipamentos”, declarou o prefeito.
Os próximos locais previstos para a instalação de ecobarreiras incluem o canal dos Tanques, entre as avenidas Calama e Abunã; o canal Santa Bárbara; o igarapé Grande, na zona Sul; e o igarapé do Tancredo Neves.
O canal dos Tanques atravessa diversas regiões da capital, desde o bairro Nova Porto Velho até o bairro Nacional. O canal Santa Bárbara, por sua vez, tem sua nascente na área do Mocambo e deságua no rio Madeira.
O secretário executivo de Serviços Básicos, Giovanni Marini, comentou que a escolha dos locais para instalação requer uma análise das características dos cursos d'água e das condições necessárias para o funcionamento adequado dos equipamentos.
“Antes da instalação, avaliamos a largura e profundidade do canal, os pontos de fixação e o acesso das equipes. Não é suficiente apenas colocar a ecobarreira, é essencial garantir que os servidores consigam retirar os resíduos acumulados e realizar a manutenção periódica da estrutura”, explicou Giovanni.
A avaliação técnica também considera como as equipes poderão acessar os locais, uma vez que a remoção dos materiais acumulados é crucial para manter o funcionamento das estruturas.
Com a nova ecobarreira instalada, a Sesb poderá monitorar a quantidade e os tipos de resíduos retidos no igarapé do Botinha, e essas informações servirão como base para avaliar a eficácia do equipamento e guiar as próximas etapas do projeto.
A Prefeitura reforça que as ecobarreiras são complementares aos serviços de limpeza urbana, mas não substituem a necessidade do descarte adequado do lixo. Resíduos deixados em ruas, terrenos, bueiros e margens de canais podem ser levados pelas chuvas até os igarapés, prejudicando o escoamento da água.
Texto: Renata Beccária
Fotos: Renata Beccária
Secretária Municipal de Comunicação (Secom)
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