O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) bloqueou o repasse de valores referentes a empréstimos consignados concedidos pelo Banco Master, medida que pode resultar na devolução dos recursos aos aposentados e pensionistas caso os contratos não comprovem sua regularidade.
Em entrevista, o presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, afirmou que foram identificadas irregularidades nos contratos apresentados pela instituição financeira, incluindo ausência de informações essenciais, falhas na conformidade com normas internas e problemas na verificação de assinaturas dos segurados, o que compromete a autenticidade dos documentos.
O bloqueio dos repasses começou em setembro de 2025, antes da liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em novembro de 2025, e abrange cerca de 254 mil contratos, com valores totais estimados em torno de R$ 2 bilhões que foram descontados diretamente dos benefícios previdenciários.
Segundo Waller, o INSS solicitou diversas vezes que o banco comprovasse a autenticidade das assinaturas dos aposentados e pensionistas, mas não recebeu documentação satisfatória. Enquanto isso, os valores permanecem retidos nos cofres públicos. O presidente informou que, caso não haja comprovação da idoneidade dos contratos, a tendência é cancelar os empréstimos consignados e devolver os valores aos segurados prejudicados.
A medida surge no contexto de uma investigação mais ampla sobre irregularidades envolvendo o Banco Master, que havia sido proibido de contratar novos consignados pelo INSS e que enfrenta processos e apurações em diferentes frentes.
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