Na terça-feira (21/9), a Operação Umbra foi deflagrada, visando a uma estrutura que monitorava as ações da Polícia Federal (PF) e antecipava operações. Estão entre os investigados um agente da Polícia Federal e um ex-servidor terceirizado que teriam feito o repasse indevido de informações sobre operações policiais.
Foi identificado um núcleo de contrainteligência que teria conseguido informações sobre ações policiais e a movimentação de equipes e viaturas.
Conforme a PF, essa estrutura foi criada para beneficiar investigados de etapas anteriores da Operação Ptolomeu, visando antecipar ações da polícia e tomar medidas para diminuir a eficácia de decisões judiciais.
A Operação Umbra ocorreu em conjunto com a Operação Ptolomeu IV, a qual investiga possíveis desvios de recursos públicos, lavagem de dinheiro e outras irregularidades relacionadas a contratos no Acre.
Durante o cumprimento de mandados, três suspeitos foram detidos em flagrante por porte ilegal de armas. Ao todo, foram executadas 28 ordens judiciais nas duas operações, em Rio Branco e Cruzeiro do Sul, no Acre, além de Maringá (PR) e Navegantes (SC).
O sequestro de bens e valores foi autorizado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), com a finalidade de ressarcir os cofres públicos.
As medidas cautelares impostas aos investigados incluem o afastamento de suas funções públicas, a proibição de contactos entre eles, restrições de acesso a determinados órgãos públicos e a proibição de deixar a comarca de residência e o país.
Os investigados terão que entregar seus passaportes à Superintendência da Polícia Federal no Acre em um prazo de 24 horas.
Os suspeitos poderão ser responsabilizados pelos delitos de organização criminosa, fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e obstrução da investigação referente à infração penal ligada à organização criminosa.
Comentários: