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Irã diz que ataque dos EUA teve quartel da Guarda Revolucionária como alvo

Comando central americano afirmou ter atingido instalações de armazenamento, redes de comunicação e locais de vigilância na noite de quinta-feira (23)

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Irã diz que ataque dos EUA teve quartel da Guarda Revolucionária como alvo
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Um ataque com míssil atingiu um quartel-general do IRGC (Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica) do Irã, na província de Gilan, no norte do país, danificando parte dos equipamentos da instalação, informou a agência de notícias estatal iraniana IRNA, nesta sexta-feira (24).

O ataque teve como alvo o quartel-general da Marinha do IRGC na localidade de Zibakenar, às margens do Mar Cáspio, segundo autoridades locais citadas pela agência IRNA.

Ao menos quatro pessoas morreram e uma instalação no norte do Irã foi parcialmente danificada, segundo a mídia estatal.

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O Comando Central dos Estados Unidos afirmou ter atacado “centros de comando militar iranianos, instalações de armazenamento de drones, redes de comunicação, locais de vigilância costeira e capacidades marítimas” na noite de quinta-feira (23), durante a 13ª noite consecutiva de ataques ao Irã.

A entidade não forneceu detalhes específicos sobre a localização dos ataques. A CNN não consegue verificar de forma independente as alegações do Irã.

O Irã afirmou nesta sexta-feira (24) ter atacado instalações dos Estados Unidos no Bahrein, no Kuwait e na Jordânia depois que os EUA atingiram alvos militares em uma nova onda de ataques na quinta-feira (23).

A Guarda Revolucionária do Irã afirma ter atacado a base de Al-Adiri, no Kuwait, e uma torre de observação da Quinta Frota dos EUA no Bahrein, segundo a agência de notícias semi-oficial Tasnim.

Mais cedo nesta sexta-feira (24), Teerã direcionou drones contra a Base Aérea Sheikh Isa, no Bahrein, e a Base Aérea Al-Azraq, na Jordânia, segundo a emissora iraniana Press TV. A CNN não consegue verificar essas alegações de forma independente.

Teerã intensificou os ataques contra nações aliadas dos EUA na região depois que Washington lançou uma nova ofensiva contra o Irã em meados de julho.

Vários desses países sob ataque iraniano — incluindo Kuwait, Bahrein e Jordânia — abrigam bases militares dos EUA.

A mais recente ofensiva do Irã também levou à imposição de restrições de viagem e à emissão de alertas severos por parte de consulados estrangeiros.

Apenas na quinta-feira, o Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido emitiu uma orientação desaconselhando “viagens que não sejam essenciais” para o Kuwait e o Bahrein.

Relembre como começou a guerra no Irã

No dia 28 de fevereiro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um ataque “de grande escala” ao Irã, afirmando que o principal objetivo do país era “defender o povo americano, eliminando as ameaças iminentes do regime iraniano”.

Segundo ele, essas ameaças incluíam o programa nuclear de Teerão – um ponto de atrito recorrente que também tem dificultado as negociações mais recentes para pôr fim aos combates.

Os ataques conjuntos dos EUA e de Israel contra o Irã — que resultaram na morte do então líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei — causaram milhares de mortes em todo o país e danos a dezenas de museus, edifícios históricos e sítios culturais, segundo veículos de imprensa e autoridades iranianas.

Em resposta, o Irã lançou uma série de ataques retaliatórios em todo o Oriente Médio e fechou efetivamente o Estreito de Ormuz, uma via navegável estratégica onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

Semanas antes do início da guerra, o governo Trump realizou o maior acúmulo militar no Oriente Médio desde a invasão do Iraque em 2003, desencadeando alertas sobre a escalada da violência regional caso um conflito eclodisse.

Ao mesmo tempo, enviados dos EUA mantinham conversas regulares com o Irã sobre um possível novo acordo nuclear. Mas essas negociações não foram capazes de evitar uma ação militar, com Trump acusando o Irã, na época, de rejeitar “todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares”.

O início da guerra em fevereiro também ocorreu após protestos em massa contra o regime no Irã no mês anterior, alimentados pelo descontentamento econômico em meio ao aumento vertiginoso dos custos.

Ataque terrestre contra o Irã seria perigoso e difícil; entenda

FONTE/CRÉDITOS: poliannelima

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