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Terça-feira, 14 de Julho de 2026

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Irmão do premiê da Espanha é condenado em caso de nepotismo

Tribunal decidiu que David Sánchez está proibido de exercer cargos públicos por nove anos; caso está relacionado a uma nomeação feita em 2017

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Irmão do premiê da Espanha é condenado em caso de nepotismo
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David Sánchez, irmão do primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, foi condenado, nesta terça-feira (14), por improbidade administrativa e proibido de exercer cargos públicos por nove anos.

O caso está relacionado à sua nomeação para um alto cargo na área cultural pelo governo providencial de Badajoz, no sudoeste da Espanha, em 2017.

A decisão representa um novo golpe político para o primeiro-ministro socialista, cujo governo e pessoas mais próximas têm enfrentado uma série de investigações e escândalos de corrupção nos últimos dois anos.

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No mês passado, um ex-assessor próximo de Sánchez foi condenado a 24 anos de prisão em um caso de corrupção distinto.

David foi acusado de se beneficiar de uma nomeação feita sob medida para ele, devido à sua ligação familiar com o primeiro-ministro, que, à época da concessão do cargo, havia acabado de ser eleito líder do PSOE (Partido Socialista Operário Espanhol), quando ainda estava na oposição.

O primeiro-ministro rejeitou as acusações classificando-as como parte de uma campanha politicamente motivada e impulsionada pela direita.

O tribunal de Badajoz concluiu que o cargo atribuído a Sánchez, responsável pela supervisão dos conservatórios de música da província, foi criado sem qualquer necessidade administrativa real e atendia, na verdade, aos seus interesses pessoais.

A corte rejeitou a acusação de tráfico de influência, que poderia ter acarretado em pena de prisão. Grupos de direita pressionaram pela prisão de Sánchez, enquanto a promotoria solicitou o arquivamento do caso. 

David Sánchez negou ter cometido qualquer irregularidade durante o julgamento. Ele ainda pode recorrer da decisão.

Ester Muñoz, porta-voz do opositor PP (Partido Popular), afirmou que a renúncia de Pedro Sánchez já deveria ter acontecido há muito tempo, argumentando que, embora o tribunal não tenha constatado que o primeiro-ministro influenciou a decisão da contratação, era uma coincidência grande demais o fato de ter sido criado um cargo sob medida para seu irmão.

A porta-voz do governo, Elma Saiz, disse a jornalistas que Madri respeitava o processo judicial e estava confiante de que instâncias superiores acabariam por inocentar David Sánchez.

Gabriel Rufián, porta-voz do partido independentista catalão ERC e aliado do governo de minoria de Sánchez, classificou a proibição como excessiva.

FONTE/CRÉDITOS: laurasantana
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